sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Aquecimento Global e a terraformação de Marte



Questões como o aquecimento global e as mudanças climáticas têm sido muito debatidas nos últimos anos, e dividido muitos cientistas. Mas as provas de que o aquecimento global é uma farsa difundida pela grande mídia têm aumentado cada vez mais.
Recentemente, tem se falado muito em levar missões tripuladas para o planeta Marte. Apesar de ser considerado inabitável, o planeta vermelho compartilha uma semelhança com o nosso: possui CO2 em excesso. Na verdade 95% da fina atmosfera de Marte é composta por CO2, enquanto aqui chega a 0,04%. Os marcianos devem ter uma atividade industrial muito intensa, e sérios problemas com aquecimento global. Só que não. A temperatura média do planeta vermelho é de -63° C, variando entre -140° C a 20° C. Cadê o efeito estufa?
Alterações antrópicas na atmosfera de Marte para aumentar a temperatura e a quantidade de oxigênio já estão sendo estudadas. Esse processo é conhecido como “terraformação”, e visa tornar as condições do planeta vermelho favoráveis para a colonização humana no futuro.
Dando uma “googlada” no assunto, encontrei um artigo da revista Superinteressante publicado em 2011, intitulado “Tornar Marte habitável”. O primeiro caminho apontado pela revista seria introduzir água e metano na atmosfera de Marte, que segundo o artigo, são potentes gases-estufa na forma de vapor. Mas o “vilão” CO2, que compõe 95% da atmosfera marciana não faria esse papel? Talvez ele não seja tão mau como é difundido pela mídia terrestre. E o vapor d’água, que compõe cerca de 1% da atmosfera terrestre, não seria um potente gás-estufa aqui também? Porque isso não é divulgado pela mídia?
Divergências entre informações como esta deixam claro que a teoria do aquecimento global é muito mais política do que científica, e que investimentos na redução da emissão de CO2 não trazem nenhum benefício para a sociedade nem para o planeta.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Embrapa anuncia 1º feijão transgênico do mundo para 2016



A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) anuncia para 2016 o lançamento do primeiro feijão geneticamente modificado do mundo. A cultivar conterá um gene com resistência ao vírus do mosaico dourado, que é transmitido pela mosca branca.

O feijão transgênico já possui liberação comercial no Brasil desde setembro de 2011, concedido pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). As pesquisas demoraram cinco anos mais em função de uma descoberta feita durante os testes de campo: o ataque do Carlavírus, que acabava sendo ocultado pelo mosaico dourado.

A Embrapa distribuiu norma técnica, através de sua assessoria de comunicação, anunciando que neste ano foram finalizados os “ensaios de valor de cultivo e uso”. Tratam-se de testes exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o conhecimento e seleção do material genético.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pediu que a ministra da Agricultura, Katia Abreu, explique a demora no lançamento do feijão transgênico. Em sua solicitação ele exige saber os “reais motivos que impediram, até o momento, que uma tecnologia genuinamente brasileira fosse disponibilizada”. Afirma ainda que a “introdução do feijoeiro geneticamente modificado, cultura largamente praticada por pequenos agricultores, desde o seu trâmite na CTNBio, sofre fortes ataques de grupos com orientação ideológica contrária ao uso de transgênicos”.

Leonardo Gottems
Agrolink
31/08/2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Plantas geneticamente modificadas: Área cultivada atinge 181 milhões de hectares em 2014

A área cultivada com plantas transgênicas continua aumentando. Em 2014, com um aumento de 3%, ultrapassamos os 181 milhões de hectares cultivados em todo o planeta, 6 milhões a mais que em 2013. O maior aumento se deu nos EUA e no Brasil. Nos demais 28 países não houve variação da área cultivada. Uma redução foi registrada na área cultivada com milho. Já o cultivo com soja, algodão e canola continua crescendo.

Plantas geneticamente modificadas: área mundial cultivada entre 1996 a 2014 em milhões de hectares
Como no ano anterior, o International Service for the Acquisition of Agri-Biotech Applications (ISAAA) listou 11 países, nos quais as áreas cultivadas com plantas transgênicas ultrapassaram um milhão de hectares. No topo da lista encontra-se os EUA, com 73,1 milhões de hectares, seguido pelo Brasil (42,2), Argentina (24,4), Índia (11,6), Canadá (11,6) e China (3,9). Paraguai, África do Sul, Paquistão, Uruguai e Bolívia são os demais países listados.

O maior crescimento no ano passado se deu nos EUA (>3,0 milhões/ha). No Brasil, devido ao grande avanço da cultura da soja, a área cultivada com transgênicos teve um aumento de 1,9 milhões de hectares. Um crescimento também pôde ser percebido na Índia (algodão), Canadá (canola) e Paraguai (soja).

Já na China e África do Sul o cultivo teve uma leve queda. Segundo o relatório do ISAAA, o cultivo deve ultrapassar os 50.000 hectares em 19 países em 2015.

O uso comercial de variedades transgênicas destaca-se nas culturas da soja, milho, algodão e canola.

  •  A área cultivada com soja transgênica foi de 84,5 milhões de hectares em 2013, para 90,5 milhões de hectares em 2014. Com um aumento de mais de um milhão de hectares, o Brasil é o principal responsável por esse crescimento mundial. Também em outros países sul-americanos o cultivo de soja transgênica continua aumentando, como é o caso do Paraguai e Uruguai.
  •  A área cultivada com milho transgênico teve um decréscimo de 3,1 milhões de hectares, caindo para 54,3 milhões de hectares, reduzindo de 32 para 25% sua proporção na área cultivada com transgênicos. Essa queda se deve à redução da área cultivada com milho nos EUA.
  • Já a área cultivada com canola transgênica aumentou de 8,2 para 9,1 milhões de hectares, nível este já alcançado em 2012. O motivo desse aumento é a expansão do cultivo de canola no Canadá.
  • Depois da queda em anos anteriores, a área cultivada com algodão transgênico voltou a crescer em 2014, com um aumento de 1,4 milhões de hectares, atingindo os 25,3 milhões de hectares. Apesar disso, esse crescimento foi menor que o de outras culturas, o que fez com que a proporção da área cultivada com algodão caísse de 70 para 68%. O cultivo com algodão transgênico voltou a crescer na Índia, assim como no Sudão, onde o cultivo com plantas transgênicas alcança 500.000 ha.

As inovações nos OGMs continuam limitadas à resistência à herbicidas e à insetos-praga. Quase um terço (28%) dos transgênicos cultivados em 2014 consistem em plantas com mais de uma característica modificada.

Em 2013 foi realizado nos EUA o primeiro plantio de milho transgênico tolerante à seca (Drought Gard). Depois do cultivo de 50.000 ha no primeiro ano, houve uma grande expansão em 2014, atingindo os 275.000 ha.

No Bangladesh, em 2014, foi iniciado por alguns agricultores o cultivo de berinjela transgênica, produtora da proteína Bt, que protege a planta contra pragas, reduzindo a necessidade do uso de pesticidas. O ISAAA espera um crescimento no cultivo dessa berinjela para os próximos anos.

Outras culturas geneticamente modificadas, cultivadas mais frequentemente em pequenas áreas, são mamão (EUA, Havaí, China), abobrinha (EUA), tomate, pimentão e álamo (China). Ainda podem ser acrescentados a beterraba transgênica (EUA, Canadá) com 490.000 ha, assim como a alfafa transgênica, importante alimento para as vacas leiteiras nos EUA.

Segundo dados do ISAAA, 18 milhões de agricultores cultivam plantas transgênicas no mundo. Na Índia, 7,7 milhões de pequenos agricultores cultivam algodão transgênico. Na China, os mesmos somam 7,1 milhões. Nas Filipinas, 415.000 pequenos produtores passaram a cultivar milho transgênico em suas lavouras.

28/01/2015
(Tradução livre)

sábado, 30 de novembro de 2013

Agroecologia e DRS

Novidade para os leitores da revista "Agroecologia e desenvolvimento rural sustentável": encontra-se disponível o volume 6 da revista, nov/2013. A revista, publicada pela Emater/RS, traz nesta edição artigos, entrevistas e opiniões sobre assuntos de interesse para o desenvolvimento da agricultura brasileira, no âmbito agroecológico.
A edição digital da revista pode ser acessada pelo link: http://www.emater.tche.br/hotsite/revista/freepaper2/index.php?swf=../../../site/sistemas/administracao/tmp/756433010.swf&nome=Agroecologia%20e%20desenvolvimento%20rural%20sustent%E1vel
Desejo a todos uma boa leitura e que façam bom proveito do conteúdo apresentado pela revista.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

“Água em pó” – Solução para a seca nas plantações?



“Água em pó” – Solução para a seca nas plantações?


Um produto desenvolvido pelo engenheiro químico Sergio Jésus Rico Velasco está provocando as mais diversas reações em função do potencial que a descoberta pode trazer à agricultura mundial. A chamada “Solid Rain” (Chuva Sólida, em tradução livre) seria uma espécie de “água em pó” capaz de absorver enorme quantidade de líquido, sendo liberada aos poucos para garantir a sobrevivência das plantas em meio a uma seca.

De acordo com os criadores, “Solid Rain” seria capaz de absorver até 500 vezes o seu tamanho, ou seja: apenas 10 gramas do produto absorveriam um litro de água. Trata-se de um tipo de polímero à base de potássio em pó que, distribuído pelo solo, manteria o terreno úmido por anos, aumentando a disponibilidade de água e nutrientes para as plantas. 

O produto atua como um “reservatório subterrâneo pessoal que retém água nas raízes de qualquer planta [...] dispersando lentamente no solo, mantendo-o constantemente hidratado [...] e fazendo com que a água fique disponível para qualquer planta, mesmo em tempos de seca. Solid Rain encapsula e dispersa água por até 8 anos”, afirma o site da empresa que o comercializa.

Segundo a empresa, o produto tem sido utilizado em mais de 10 países diferentes, “todos com diferentes histórias de sucesso”. O governo mexicano testou o produto por uma temporada inteira e os resultados impressionam. A produção de aveia em safras plantadas com Solid Rain duplicou em comparação com a safra sem o produto; as de girassóis triplicaram e as colheitas de feijão subiram de 450kg por hectare para 3.000kg.

O site afirma ainda que o produto “aprimora a estrutura e a capacidade de armazenamento de umidade [do solo], reduzindo a lixiviação”. Teria recebido também o reconhecimento do Instituto Internacional de Água de Estocolmo, bem como da Fundação Miguel Aleman, que lhe concedeu o prêmio de Ecologia e Meio-Ambiente.

Nem todos, porém, estão convencidos da efetividade da Solid Rain. Linda Chalker-Scott, professora da Universidade do Estado de Washington, diz que esses produtos não são novidade. “Não há evidência científica que sugira que eles armazem água por um ano”, disse ela à BBC. “Pode também causar problemas. Isso porque à medida que eles secam, vão sugando a água ao redor mais vigorosamente, e assim desviam a água que iria para a raiz das plantas”, adverte. De acordo com a professora, usar adubo de lascas de madeira produziria o mesmo efeito, sendo significantemente mais barato.

Edwin González, vice-presidente da empresa que comercializa a Solid Rain, defende-se: “Os outros concorrentes não duram três ou quatro anos. Os únicos que duram tanto são os que usam sódio em suas formulas, mas eles não absorvem tanto”. González conta que sua empresa já recebeu milhares de pedidos da Índia, Austrália e até da Grã-Bretanha.




























 

11/09/2013
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Brasileiros desenvolvem cerveja com formigas



Brasileiros desenvolvem cerveja com formigas

A Lamas Bier apresentou, durante o encontro gastronômico “O Mercado” (São Paulo/SP), a sua “Saison Saúva” – uma receita inusitada de cerveja feita com figos, tucupí negro e formigas saúvas. A ideia de colocar insetos na composição veio de Paulo Leite, proprietário do Empório Sagarana, que ao provar as formigas notou características cítricas no sabor, parecido com o capim cidreira.
 
O próximo passo foi combinar com figos e com o tucupi, criando uma original “saison belga”. Esse estilo de cerveja é picante, cítrica e frutada. Participou dessa idealização também o jornalista Marcelo Cury.
 
A Saison Saúva doi desgustada há três semanas no evento de aniversário do Empório Sagarana com ótima aprovação entre seus idealizadores. Eles já pensam, inclusive, numa nova cerveja igualmente inusitada a ser produzida na próxima edição de “O Mercado”, que deve acontecer ainda em setembro deste ano.
 
A Lamas Bier nasceu da ideia de seis estudantes de física da Unicamp, obviamente apaixonados por cerveja, que decidiram produzir sua própria bebida. Depois de algumas viagens ao exterior vendo como as Brew Shops funcionavam, decidiram começar a sua própria loja no Brasil. Além da comercialização de todos os equipamentos, insumos e acessórios necessários para a fabricação de cerveja em casa, o Lamas Bier ainda divide várias receitas, dicas e métodos de produção.
 
No vídeo é possível ver todos os passos de produção da Saison Saúva: youtube.com/watch?v=erxFGXMsBXA.
 
 
10/09/2013
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

domingo, 7 de julho de 2013

Revista "Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável" ed. 03/2012

Encontra-se disponível mais uma edição digital da revista "Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável", publicada pela Emater/RS. A publicação 03/2012, referente ao período set/dez 2012, apresenta diversos artigos, entrevistas, novas tecnologias, e vários outros assuntos de interesse variado, distribuídos em suas 76 páginas de conteúdo.




quarta-feira, 26 de junho de 2013

Transgênicos podem evitar desmatamento na Amazônia, diz cientista



Transgênicos podem evitar desmatamento na Amazônia, diz cientista


De acordo com o biólogo Marcos Buckeridge, os organismos geneticamente modificados podem ser a solução para aumentar a produtividade agrícola – e assim diminuir o desmatamento na Amazônia. "Transgênicos podem ser a chave para uma ação rápida. As tecnologias vão ter que ser usadas para suprir alimentos. E vão ter que ser usadas no Brasil", defende o professor livre-docente da USP e um dos autores do próximo relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas).
Já é fato comprovado que as terras amazônicas têm sido utilizadas para o cultivo da cana de açúcar e soja. “Esse é um ponto polêmico, mas o uso de geneticamente modificados na região agrícola do Brasil beneficia a Amazônia, por não exercer tanto impacto”, explica Buckeridge.


Segundo pesquisador da USP, os trangênicos podem controlar pragas de insetos e melhorar o desempenho em épocas de seca. O resultado disso é uma produtividade ampliada em um espaço menor – o que reduz sensivelmente a necessidade de abrir novas áreas para plantações.



O biólogo admite, porém, que há “problemas políticos” na enorme burocracia para aprovação de transgênicos. “Aí só nos sobrará substituir variedades (o que é mais lento ainda), ou então importar alimentos. Mas de onde? A que preço?”, questiona.

24/06/2013
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

terça-feira, 25 de junho de 2013

“O campo está exposto” - Ignorância e negligência de alto risco


“O campo está exposto” - Ignorância e negligência de alto risco





A ignorância e a negligência são os principais fatores causadores de acidentes e doenças ocupacionais no campo. A afirmação é do engenheiro agrônomo e de segurança do trabalho Lino Hamann, diretor da Elo Engenharia. O Portal Agrolink iniciou na terça (18) uma série especial sobre o tema. Nessa edição, o especialista aponta causas e origens do problema, bem como o que deveria ser feito.

“É muito baixo o nível cultural e profissional do trabalhador rural brasileiro, de forma geral. Em recentes cursos que fiz no interior do Rio Grande do Sul, havia um quesito sobre a escolaridade nas fichas de inscrições dos participantes. A grande maioria tinha o curso fundamental incompleto, e raros com segundo grau, seja completo ou incompleto. Isto em uma região com alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)”, exemplifica Hamann.

“Essa mão de obra lida diariamente em atividades de alto risco, sujeitos a acidentes e doenças ocupacionais que poderão ser fatais, ou ter reflexos por toda a vida. Estão expostos ao perigo e riscos, na grande maioria dos casos, sob o manto da ignorância e ou da negligência”, aponta o engenheiro.

Segundo ele, as situações de alto risco não envolvem apenas quem lida com agroquímicos: “O manuseio diário com máquinas e equipamentos agrícolas; a exposição diária aos efeitos das intempéries; o levantamento de peso em excesso (e de forma continuada); e a exposição ao ataque de animais peçonhentos, são situações que expõem o trabalhador. Acidentes em silos e armazéns graneleiros são frequentes – e normalmente fatais”.

O CAMINHO

Lino Hamann aponta o que deveria ser feito. “Para todos os casos há a necessidade de capacitação dos trabalhadores, através de cursos específicos, como ditam as Normas Regulamentadoras (NRs), além de palestras motivacionais – inclusive para empregadores, dirigentes e lideranças do setor.  

Questionado sobre a quais leis o agricultor deveria estar atento, o especialista enfatiza a “NR 31 – Se as lideranças, empregadores, empregados e profissionais da área rural observassem essa norma, os acidentes e doenças ocupacionais no campo reduziriam drasticamente. Ela abarca praticamente todas as atividades rurais e suas respectivas seguranças no trabalho”. 

Ele cita ainda outras normas para “casos mais específicos e pontuais, como Equipamentos de  Proteção (NR 6), Prevenção de Riscos ambienteais (NR 9), Máquinas e Equipamentos (NR 12), Ergonomia (NR 17), Trabalho a Céu Aberto (NR 21) e Espaço Confinado (NR 33), entre outras”.

19/06/2013
Leonardo Gottems

Horticultura e fruticultura são contempladas com mais financiamento





O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta semana, uma série de medidas do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/2014. O deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) que é vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa de Hortifrutiflorigranjeiros (Pró-Horti) e da Frente Parlamentar da Fruticultura Brasileira, comenta que uma das medidas foi o aumento do limite de financiamentos de custeio para horticultura e fruticultura e a instituição do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica da Produção Agropecuária (Inovagro).


Os valores passaram de R$ 800 mil para R$ 1 milhão por beneficiário. Também foi autorizado o limite adicional de 15% para incluir os produtores rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e mais R$ 1 milhão para culturas de batata inglesa, cebola, feijão, mandioca, tomate, demais verduras (folhagens) e legumes. “Trata-se de importante decisão para o setor que estimula o aumento da produção dessas culturas essenciais para população”, sintetiza.


Ainda foram aprovadas as medidas para empréstimos nas modalidades de investimento do crédito rural. Entre elas, a instituição do Inovagro, que visa fomentar o financiamento à incorporação tecnológica nas propriedades rurais. Os juros serão de 3,5% ao ano e o prazo de pagamento de até 10 anos, com carência de até três anos. No Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), a taxa de juros caiu de 5,5% para 4,5% ao ano.


20/06/2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Alga: o novo ingrediente mundial para alimentação animal?



O interesse sobre a utilização de algas em alimentação animal não é novo. Porém, recentemente, este interesse explodiu em forma de diversos estudos e projetos pelo mundo em busca do valor da alga como um possível ingrediente para rações.

De acordo com o artigo “Algae - the new universal feed ingredient?”, do especialista americano Ioannis Mavromichalis, PhD em Nutrição Animal, a alga é um ingrediente relativamente barato, abundante e fácil de se cultivar. “No entanto, a alga ainda não é reconhecida e é muito pouco explorada”, destaca. “Dessa forma, o foco em seu interesse como componente alternativo para a nutrição animal vem aumentando significativamente, já que os preços exorbitantes de cereais comuns às rações de aves, como o milho e a soja, não param de subir”.

Do ponto de vista nuticional, Mavromichalis diz que a alga contém acima de 40% de proteína (dependendo de sua espécie), e quantidades significativas de minerais e vitaminas. “O seu particular interesse está sobre o seu conteúdo de minerais, que pode ser superior a 30% e isto pode ser usado de forma vantajosa na formulação de rações, substituindo ingredientes de custo mais altos como premixes minerais e fosfato de sal”.

No entanto, como qualquer outro ingrediente, as algas não vêm sem os seus próprios problemas. Neste caso, o principal problema é a quantidade de fibras em su composição, que pode ser bastante elevada (mais uma vez, dependendo da espécie). “Todavia, aqui encontra-se a oportunidade para os fabricantes de enzimas em prever o futuro e preparar produtos adequados para quebrar as novas fibras encontradas em algas”, indica o especialista. “Acredito que as algas, em breve, farão parte da maioria das dietas de animais em todo o mundo. Mas isso ainda é um ponto a ser bastante discutido”.

O artigo em inglês pode ser acessado neste link.

11/06/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dilma cria Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural




Na quinta-feira (06), a presidenta Dilma Rousseff assinou Projeto de Lei para a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que será encaminhado ao Congresso Nacional nos próximos dias. “O que queremos com a agência é que mais produtores brasileiros sejam capazes de produzir mais, em uma área menor”, resumiu a presidenta durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra, no Palácio do Planalto. 10/06 

A presidenta assinalou que a Anater é um órgão de difusão de tecnologia, para se produzir mais e melhor. Para isso, a agência vai levar assistência técnica ao produtor rural em todas as etapas da produção e terá atuação integrada com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a transferência de tecnologia. 

O foco das ações será aumentar o número de pequenos e médios agricultores com assistência técnica e extensão rural (Ater) e qualificar o serviço, além de promover a apropriação de tecnologias pelos produtores, com aumento de produtividade e renda, como explicou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, durante cerimônia. “Esse modelo é um novo marco para a agricultura brasileira, para aumentar a produtividade, a renda, levar conhecimento e tecnologia para os produtores brasileiros”, afirmou Pepe Vargas. “A nova agência terá ação profundamente integrada com a Embrapa, com interação entre a pesquisa e ater”, acrescentou. 

Segundo o ministro, a previsão de orçamento para a Anater, em 2014, é de R$ 1,3 bilhão. A Anater terá em torno de 130 funcionários e foco de orçamento voltado para os serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater) e formação de multiplicadores de técnicos. De acordo com o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, a Agência terá capacidade de formar até 4430 técnicos de agosto a dezembro de 2013. 

No dia a dia, a nova agência terá as atribuições de credenciar entidades públicas e privadas de Ater, qualificar os profissionais técnicos e extensionistas rurais, contratar e disponibilizar serviços, fazer a transferência de tecnologia e inovação. Também vai monitorar e avaliar os resultados dos serviços prestados e avaliar as entidades quanto à qualidade dos serviços. 

O papel da Embrapa será desenvolver e disponibilizar informações e tecnologias, desenvolver e validar métodos de transferência tecnológica e capacitar multiplicadores de técnicos, que são os profissionais que vão atuar junto aos agricultores. 

Organização e estrutura 
A Anater será um serviço social autônomo de direito privado, sem fins lucrativos e interesse coletivo. A agência terá atuação por contrato de gestão com o poder público, estatuto próprio de contratos e convênio e contratação de prestadores serviços de Ater. 

A estrutura do novo órgão será formada por um Conselho Administrativo (com poder Executivo e entidades representativas da agricultura familiar), um Conselho Fiscal e um Conselho Assessor Nacional, com entidades públicas e privadas de representação de produtores ou atuação no meio rural. Além de um presidente, a organização terá ainda três diretorias, que serão ligadas à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), à administração e à transferência de tecnologia. O diretor de transferência de tecnologia da Anater será o mesmo diretor de tecnologia da Embrapa, acumulando dois cargos, sem receber dois salários. 

O papel da Embrapa será desenvolver e disponibilizar informações e tecnologias, desenvolver e validar métodos de transferência tecnológica e capacitar multiplicadores de técnicos, que são os profissionais que vão atuar junto aos agricultores. 

Parceria 
O secretário da Agricultura Familiar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchinni, ressalta que a medida vai incorporar novas tecnologias ao trabalho já desenvolvido. “Essa agência vai coordenar o sistema brasileiro de Ater pública, governamental ou não governamental. Ela vai realizar um amplo trabalho de formação e especialização de extensionistas, a fim de que o conjunto de tecnologias e métodos desenvolvidos pela pesquisa possa chegar ao universo dos agricultores”. 

A Agência vai levar aos agricultores familiares um serviço de Ater com mais qualidade, respeitando as diversidades sociais, econômicas, étnicas, culturais e ambientais do País. “A institucionalidade por meio da Agência representa um avanço. Ter uma estrutura que vai coordenar e formar esses técnicos é um passo a frente nos esforços que têm sido feitos até agora pelo governo federal para os serviços de Ater, no que diz respeito à formação e a ampliação dos recursos, já que a agência é interministerial”, afirma Bianchinni.


10/06/2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Aumento de CO2 no ar está fazendo regiões desérticas ficarem mais verdes


Novas pesquisas indicam um gradual aumento da cobertura vegetal em regiões áridas devido a fertilização por dióxido de carbono, na foto acima, Outback Australiano. Foto: Bruce Doran

Cientistas chamam isso de “efeito de fertilização do dióxido de carbono.” Isso tem causado um aumento da biomassa gradual em regiões áridas da Terra 1982-2010.
Os cientistas já suspeitavam de um florescimento de folhagem verde ao redor do globo, observada desde o início de 1980 em dados de satélite, causadas, pelo menos em parte, pelo aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera da Terra. Agora, um estudo das regiões áridas em todo o mundo demonstra que a fertilização de dióxido de carbono tem, de fato, causado um “greening” (aumento da folhagem, da biomassa) gradual de 1982-2010.
Centrando-se no extremo sudoeste da América do Norte, interior da Austrália, no Oriente Médio, e em algumas partes da África, Randall Donohue da Comunidade Científica e Organização de Pesquisa Industrial (CSIRO), em Canberra, Austrália e seus colegas desenvolveram e aplicaram um modelo matemático para prever a extensão do dióxido de carbono (CO2), e seu efeito de fertilização. Eles então testaram essa previsão estudando imagens de satélite e trazendo à tona a influência do dióxido de carbono em “greening” e conjunto a outros fatores, como precipitação, temperatura do ar, quantidade de luz, e mudanças de uso da terra.
O modelo da equipe previu que folhagem aumentaria em cerca de 5 a 10 por cento, dado o aumento de 14 por cento na concentração de CO2 atmosférico durante o período de estudo. Os dados de satélite concordou, mostrando um aumento de 11 por cento na folhagem depois de ajustar os dados de precipitação, produzindo “um forte apoio à nossa hipótese”, relata a equipe.
“Muitos estudos têm demonstrado um aumento médio de vegetação em todo o mundo, e há muita especulação sobre o que está causando isso”, disse Donohue da Terra do CSIRO e divisão de pesquisa de água, que é o autor principal do novo estudo. “Até este ponto, se ligou o “greening” a variáveis climáticas bastante óbvias, como um aumento da temperatura aonde é normalmente frio ou um aumento na precipitação, aonde é normalmente seco. Muitos desses estudos especulam sobre o efeito do CO2, mas tem sido muito difícil de provar “.
Ele e seus colegas apresentam suas descobertas em um artigo que foi aceito para publicação na Geophysical Research Letters, um jornal da União Geofísica Americana.
A equipe procurou sinais de fertilização CO2 em áreas áridas, Donohue disse, porque “os satélites são muito bons em detectar mudanças na cobertura foliar total, e é em ambientes quentes e secos que o efeito do CO2 é esperado influenciando mais na cobertura de folhas.” cobertura de folhas é a pista, acrescentou, porque “uma folha pode extrair mais de carbono do ar durante a fotossíntese, ou perder menos água para o ar durante a fotossíntese, ou ambos, devido ao CO2 elevado.” Esse é o efeito de fertilização de CO2.
Mas a cobertura de folhas em lugares quentes e úmidos, como as florestas tropicais já é quase tão extensa quanto ele pode chegar e é improvável que aumentam com altas concentrações de CO2. Em lugares quentes e secos, por outro lado, a cobertura de folhas é menos completa, assim que as plantas não fazem mais folhas, mesmo se eles têm água suficiente para fazê-las. “Se elevado o CO2 faz com que o uso da água de folhas individuais se alarge, as plantas respondem aumentando seu número total de folhas, e isso deve ser mensurável de satélite”, explicou Donohue.
Para trazer à tona o real efeito de fertilização de CO2 a partir de sua relação com outros fatores ambientais nestas regiões, os pesquisadores primeiro mediram a cobertura verde em cada local em períodos de 3 anos para dar conta de mudanças na umidade do solo e, em seguida, agruparam os dados de cobertura verde dos diferentes locais de acordo com suas quantidades de precipitação.
A equipe então identificada a quantidade máxima de folhagem que cada grupo podia atingir para uma dada precipitação e identificaram as variações na quantidade máxima de folhagem ao longo de 20 anos. Isto permitiu aos cientistas remover a influência da precipitação e outras variações climáticas e reconhecer o “greener” em uma tendência a longo prazo.
Para além de regiões secas tendo aumentado de vegetação, o efeito de fertilização do dióxido de carbono pode alterar os tipos de vegetação que dominam nessas regiões. “As árvores invadem as terras aonde predomina a grama, e isso poderia possivelmente estar relacionado com o efeito de CO2″, disse Donohue. “Plantas lenhosas de longa vida são profundamente enraizadas e são susceptíveis a se beneficiar mais do que gramíneas com um aumento de CO2.”
“O efeito do aumento dos níveis de dióxido de carbono nas plantas é um processo importante que precisa de mais atenção”, disse Donohue. “Mesmo que nada mais nas mudanças climáticas como os níveis globais de CO2 subir, ainda vamos ver mudanças ambientais significativas devido ao efeito de fertilização de CO2.”
02/06/2013
Tradução Livre – Blog Fakeclimate

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Biotecnologia e meio ambiente, uma associação a favor da sustentabilidade





A biotecnologia está, muitas vezes, relacionada à modificação genética de alimentos. Poucos sabem, no entanto, que essa é apenas uma das aplicações dessa ciência. Ontem, 5 de junho, comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data, criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, tem como principal objetivo fomentar a adoção de práticas sustentáveis para a preservação do meio ambiente. Você sabia que a biotecnologia já está contribuindo para essa meta e que pode fazer muito mais?

De acordo com levantamento feito pelo Water Resources Group, a agricultura é responsável por aproximadamente 71% do consumo de água em todo o planeta (o equivalente a 3,1 bilhões de m³). A adoção da biotecnologia no setor primário já está promovendo um uso mais eficiente desse recurso natural. O cultivo de plantas geneticamente modificadas (GM) tolerantes a defensivos químicos racionaliza a água usada para as pulverizações. Levantamento da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e da Céleres Ambiental revela que, entre os anos de 2010 e 2020, o uso dessas variedades na agricultura brasileira poderá economizar aproximadamente 134 bilhões de litros de água ? quantidade suficiente para abastecer Recife e Porto Alegre por um ano.

(Outra consequência positiva indireta da adoção de transgênicos na agricultura é a redução da emissão de CO2 na atmosfera. Isso acontece porque, como as lavouras GM tem manejo facilitado, há menos necessidade do uso das máquinas agrícolas, reduzindo, assim, o uso de combustível responsável pela liberação do CO2.) Adicionalmente, há o benefício associado da preservação do solo que é menos compactado por esse maquinário. As vantagens agronômicas que as sementes transgênicas oferecem resultam em menos perdas em razão de plantas invasoras ou ataques de insetos, e isso significa aumento de produtividade por área plantada. Em última análise, a biotecnologia reduz a pressão por novas áreas agricultáveis, preservando, dessa maneira, também as florestas e vegetações nativas que sequestram carbono e mitigam os efeitos do aquecimento global.

Futuro

Além da contribuição que a biotecnologia já está dando para a preservação do meio ambiente, a técnica da modificação genética tem o potencial de fazer ainda mais. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tem como objetivo identificar os genes que fazem com que algumas plantas absorvam metais pesados em grande quantidade. Uma vez desvendado esse mecanismo genético, a biotecnologia poderia contribuir, por exemplo, superexpressando esse(s) gene(s). O resultado seria o desenvolvimento de variedades transgênicas não comestíveis com alta capacidade de absorção, utilizadas para recuperação de solos e águas contaminadas com metais pesados.

Outras plantas em fase de estudo são variedades geneticamente modificadas para serem resistentes à seca. Empresas públicas e privadas do Brasil e do mundo estão desenvolvendo, por exemplo, canas-de-açúcar, sojas e trigos que tolerariam melhor a escassez de água do que suas versões convencionais. Isso representaria não só a economia desse recurso natural como permitiria a agricultura em solos que hoje sofrem com a falta de chuvas ou reduzido acesso a outras fontes de recursos hídricos. Mais uma vez, as florestas seriam preservadas.

Dessa maneira, não resta dúvida de que a associação entre biotecnologia e meio ambiente já contribui para a sustentabilidade e pode fazer muito mais pela preservação de recursos naturais.

06/06/2013
Fonte: Redação CIB

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Adubo organomineral aumenta produção de lavouras em até 25% no Triângulo Mineiro


O uso de adubos organomineirais em lavouras e pastagens do Triângulo Mineiro fez com que fosse percebido o aumento de até 25% na produção de milho, sorgo e soja, das safras colhidas no início deste ano. Para agrônomos especialistas em solo, o aumento pode ser ainda maior com a aplicação de técnicas adequadas de manuseio de solo.
Segundo o produtor rural de milho e sorgo, Moacir Moreira de Souza, de Uberlândia, o custo-benefício decorrente do uso de fertilizante organomineral, em sua fazenda, se mostrou vantajoso em relação aos adubos minerais, ainda usados por ele, porém em menor escala, algo em torno de 10%. De acordo com Souza, a produção de milho saltou de 35 para 42 toneladas por hectare, de uma safra para outra, ou seja, mais de 16%, sendo que antes eram utilizados 400 kg de fertilizante por hectare, e, agora, 250 kg. “A planta ficou mais resistente, percebi grandes mudanças”, disse.
Na fazenda do produtor de soja Osvaldo Fernandes Alane, localizada em Tupaciguara, a 70 km de Uberlândia, uma área da lavoura serviu de teste, onde houve beneficiamento por meio de adubo organomineral. Segundo ele, a produção aumentou de 40 sacas por hectare para 50, registrando assim, aumento de 25%. “O custo-benefício vale a pena, pois o investimento é quase o mesmo”, afirmou.
Segundo o professor doutor em Manejo de Solos, Elias Nascentes Borges, o uso do adubo com matéria orgânica somado a algumas práticas de manejo, como rotação de cultura e plantio direto, pode até dobrar o volume produzido nas lavouras. “Se puder agregar a sólidos ácidos (adubo mineral) e matéria orgânica de boa qualidade, vai promover aumento de carga elétrica, isso melhora e traz benefícios”, afirmou.
Para o professor doutor em Solos e Nutrição de Plantas, Hamilton Seron Pereira, a eficiência dos fertilizantes é maior, porque o adubo organomineral cria um processo de proteção que diminui perdas de nutrientes, como ocorre na lixiviação -processo de infiltração da água no solo que lava e retira o fertilizante.
Saldo Positivo
Produção de adubo organomineral em Uberlândia deve quadruplicar
A produção de fertilizante constituído de minerais (nitrogênio, potássio e fósforo) e matéria orgânica em Uberlândia deve quadriplicar no ano que vem. A informação é da empresa de adubo organomineral Geociclo instalada na cidade em 2012, a única da região.
De acordo com o diretor presidente da empresa, Ernani Judice, a escolha de Uberlândia para instalação da primeira unidade da indústria de adubo organomineal se baseou no potencial em agronegócios da cidade. “Como usamos matéria prima de fábricas de matéria orgânica, é preciso estar próximo delas para diminuir custos”, afirmou.
Para o diretor de operações da empresa, Kennedy Carvalho, atualmente, a fábrica do Triângulo Mineiro tem capacidade de produção anual de 25 mil toneladas, e, em 2014, deverá ser de 100 mil toneladas por ano. “A demanda por fertilizantes no país é crescente, tudo o que fizer de organominerias em escala e de boa qualidade vai fazer bem para economia”, disse.
O aumento da produção de adubo organomineral no Triângulo Mineiro ampliará também a área de exportação do produto. Atualmente, a empresa da região possui 13 contratos em negociação com usinas de São Paulo , Goiás , Mato Grosso e outras de Minas Gerais . Segundo Carvalho, 80% da produção dos últimos seis meses foi entregue para Minas Gerais e o restante para São Paulo e Goiás .
Correio de Uberlândia
03/06/2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Plano Safra libera mais recursos para a agricultura familiar




A agricultura familiar brasileira vai receber mais recursos para a produção de alimentos na próxima safra. Nesta quinta-feira (6), a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, anunciam o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014. O lançamento será no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), às 11h, e vai trazer novidades às políticas públicas tão presentes no campo como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Garantia-Safra, as compras institucionais e os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). 
Esse conjunto de medidas para o setor passa a valer a partir de julho deste ano. As ações foram elaboradas com o objetivo de aumentar a renda, inovar e estimular a produção de alimentos. “Hoje o nosso País vive um momento muito importante. Precisamos aumentar a produção de alimentos, porque o Brasil está crescendo, e é a agricultura familiar que cumpre esse papel de desenvolver o meio rural e, principalmente, produzir alimentos. Neste Plano Safra queremos aumentar a capacidade de investimentos do setor, levar mais tecnologia e aperfeiçoar os nossos sistemas de produção de renda”, explica o secretário-executivo do MDA, Laudemir Müller. 
O lançamento para a safra 2013/2014 marca os dez anos das ações governamentais voltadas para o setor. Nesta década, a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. A agricultura familiar é responsável por 4,3 milhões de unidades produtivas – o que representa 84% dos estabelecimentos rurais do País; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e 74% da mão de obra empregada no campo. 
“Desde 2003 o governo federal vem, anualmente, melhorando as medidas para a agricultura familiar. Nesse período, o setor aumentou a sua renda e melhorou a sua qualidade de vida. Então, isso mostra que esse aperfeiçoamento das políticas públicas tem apresentado uma capacidade de estimular a agricultura familiar a produzir cada vez mais alimentos, levando desenvolvimento ao meio rural”, observa Müller. 
Durante o lançamento, haverá uma solenidade em comemoração à meta atingida de 1 milhão de mulheres documentadas por meio do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR). Desde a criação do programa em 2004, já foram realizados quase cinco mil mutirões, abrangendo os 120 territórios de cidadania. A expectativa é que participem do evento ministros, deputados, senadores, além de representantes da agricultura familiar e assentados da reforma agrária. 
Apoio à produção
Ações como o Pronaf foram decisivas para o avanço da Cooperativa de Leite (Coodeleite), localizada no município de Mortuga (BA). Por meio do crédito para investimento e custeio, as 110 famílias cooperadas mantiveram a produção de leite e investiram na agroindustrialização. Hoje, os doces e a matéria-prima são comercializados nos programas de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA). 
“Essas políticas do governo representam uma grande conquista para todos nós. Antes, os homens precisavam sair das suas casas para ganhar dinheiro em São Paulo e as mulheres ficavam aqui, dependendo 100% do que o marido estava ganhando. Agora, elas podem trabalhar, ter uma renda extra e não precisar depender totalmente do marido. Os jovens também não precisam deixar o campo e ir morar em outras cidades, eles podem trabalhar na cooperativa, com as suas famílias”, explica o presidente da Coodeleite, Carlos Sousa. 
A Coodeleite surgiu em 2005 para agregar os produtores de leite da região. Hoje, a cooperativa é representada em três municípios baianos e possui sua própria agroindústria. O leite é comercializado pelo PAA. Já os doces têm lugar garantido na merenda escolar. A Coodeleite está se preparando para incrementar a produção com outros derivados como o iogurte e os queijos.
Portal MDA
05/06/2013

Ceplac lança biofungicida contra vassoura-de-bruxa

Doença é uma das principais causadoras da queda de produção de cacau na Bahia 



Durante o Dia Internacional do Cacau, 16 de junho, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) apresentará oficialmente o biofungicida Tricovab, uma das principais armas no combate à vassoura-de-bruxa. A doença causada por um fungo é uma das principais causas da queda de produção de cacau na Bahia.



O Tricovab é um agente natural, desenvolvido em laboratório a partir da fermentação do fungo Trichoderma stromaticum, antagônico ao Moniliophtora perniciosa, que provoca a vassoura. “O fungo é colonizado em grãos de arroz. Quando em contato com a água que será utilizada para a aplicação, o fungo é ‘ativado’ e, nas plantas, se transforma no inimigo natural do Moniliophtora perniciosa, que causa a vassoura-de-bruxa”, explicou o chefe do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), Adonias de Castro.


Serão distribuídos 10.240 quilos do biofungicida para os produtores indicados pelos técnicos da Ceplac, desde que adotem o pacote tecnológico recomendado pela Comissão Executiva. Serão contempladas 640 propriedades (dois hectares por fazenda) em 30 municípios.


“A Ceplac dá à sociedade uma resposta efetiva na questão da sanidade vegetal. Porém, muito mais que isso, com um produto ambientalmente correto, proporciona um ganho efetivo na relação meio ambiente/lavoura e, ainda, abre a possibilidade de aumento da renda do produtor, com a possível maior produtividade. Isso tudo vai gerar mais emprego no campo. Com esses fatores assegurados, estaremos garantindo a sustentabilidade do agronegócio cacau, em outra frente, para além das fronteiras do cacau-cabruca”, avalia o superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart.


Com informações da Ceplac

05/06/2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

Campus Cerro Largo desenvolve tecnologia para produção de morangos orgânicos



Foi iniciado, na UFFS – Campus Cerro Largo, o plantio dos cultivares de morangos orgânicos para o projeto “Vitrines Tecnológicas”, que tem o objetivo de desenvolver tecnologias para a produção da muda que melhor se adapta à produção de base ecológica. “A ideia é identificar os cultivares mais resistentes e produtivos na condição de não utilizar nenhum tipo de agrotóxico”, explica o coordenador do projeto, Evandro Schneider. A tecnologia desenvolvida poderá ser utilizada pelos agricultores que saberão quais cultivares adaptam-se melhor ao clima, ao solo e às condições de produção na região. “Assim, eles vão poder reduzir os gastos da produção convencional”, diz.

Segundo o professor, o projeto é resultado de um convênio assinado entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Clima Temperado (Embrapa) e a UFFS, durante a 19a Feira Nacional da Soja (Fenasoja) em Santa Rosa. “A partir dessa assinatura foram estabelecidos planos de trabalho e pesquisa. Aqui será montado uma unidade experimental que será utilizada para fazer dias de campo e capacitação dos técnicos dos municípios dessa região”, argumenta.
O canteiro, que está sendo preparado em frente ao Campus principal da UFFS, em Cerro Largo, tem 210 metros quadrados e nele serão plantadas 2500 mudas – importadas do Chile - de cinco cultivares de morango. Após 45 dias será iniciada a avaliação do crescimento, desenvolvimento e, posteriormente, a frutificação, produtividade e variedade dos frutos. “A colheita deve estender-se até dezembro deste ano”, acrescenta Schneider.
A parceria será ampliada também à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/Ascar), à Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), prefeituras municipais de 16 municípios da região das Missões e Noroeste, e às Organizações Não Governamentais (ONG´s). “Nesse sentido, cada entidade envolvida cumpre com um papel para a viabilidade do projeto”, conclui
.
04/06/2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Monsanto anuncia que tecnologia para soja INTACTA RR2 PRO™ confere supressão à lagarta Helicoverpa

Testes realizados por pesquisadores da Monsanto em todo o Brasil apontam a eficiência da nova tecnologia na supressão de praga que causa danos diretos na produtividade da soja



Após recentes ensaios realizados em laboratórios, casas de vegetação e campos  demonstrativos na safra 2012/13 em várias regiões do Brasil, a Monsanto informa que a tecnologia INTACTA RR2 PRO™, desenvolvida ao longo dos últimos 11 anos especialmente para o mercado brasileiro, também confere supressão às lagartas do gênero Helicoverpa (Helicoverpa zea e Helicoverpa armigera). De acordo com pesquisadores da Monsanto, nos mil campos dos agricultores que experimentaram a tecnologia a convite da empresa na safra 2012/13 em 350 municípios de 14 estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Bahia, Rondônia, Piauí e o Distrito Federal), não foram verificados danos causados pelas lagartas do gênero Helicoverpa.
A tecnologia INTACTA RR2 PRO™ já oferecia controle contra as quatro principais lagartas que atacam a cultura da soja – lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu), broca das axilas, também conhecida como broca dos ponteiros (Crocidosema aporema) e lagarta das maçãs (Heliothis virescens) – e supressão à lagarta do tipo elasmo (Elasmopalpus lignosellus). A lagarta Helicoverpa foi uma das pragas mais graves da última safra brasileira, trazendo prejuízos a agricultores em todo o país, principalmente nos estados do Mato Grosso e Bahia. "Além de causar desfolha nas plantas de soja, a lagarta Helicoverpa causa danos diretos na produtividade ao se alimentar de flores e vagens. Os resultados científicos de supressão à Helicoverpa apresentados pela tecnologia INTACTA RR2 PRO™ para a cultura da soja trazem perspectivas bastante otimistas para os agricultores brasileiros, auxiliando no combate dessa praga e contribuindo efetivamente para o manejo integrado de pragas na cultura da soja", afirma Geraldo Berger, diretor de Regulamentação da Monsanto.
Segundo dados da consultoria Kleffmann, o número médio de aplicações foliares com inseticidas para o controle de lagartas na cultura da soja no Brasil aumentou de 3,6 aplicações por hectare na safra 2010/11 para 4,6 aplicações por hectare na safra 2012/13, levando a um aumento no gasto por hectare de inseticida de 107% em dois anos. "Um dos principais desafios da agricultura sustentável é racionalizar a utilização de insumos, consumo de água e de combustível para operação de máquinas, com a diminuição da emissão de CO2. Os resultados de supressão àHelicoverpa reforçam que a INTACTA RR2 PRO™ é um exemplo de tecnologia que chega ao campo para contribuir com essas necessidades", diz Márcio Santos, diretor de Estratégia e Gerenciamento de Produto da Monsanto.
Recomendações de manejo
Apesar de a tecnologia INTACTA RR2 PRO™ conferir supressão contra as lagartas do gêneroHelicoverpa, o agricultor deverá continuar realizando o manejo integrado de pragas. "A preservação e a sustentabilidade da nova soja INTACTA RR2 PRO™ dependem do cumprimento das recomendações de Manejo de Resistência de Insetos (MRI) pelos produtores, que incluem a adoção das áreas de refúgio estruturado, garantindo a eficácia e a longevidade à tecnologia", afirma Renato Carvalho, gerente de Regulamentação da Monsanto.
Entre as ações de manejo recomendadas pela Monsanto, destacam-se:
• Áreas de refúgio para tecnologia INTACTA RR2 PRO™ devem ser de soja não Bt cultivadas na proporção de, pelo menos, 20% da área total plantada com soja;
• É recomendado que a variedade plantada na área de refúgio possua ciclo vegetativo similar ao da soja INTACTA RR2 PRO™;
• A distância máxima entre a área de refúgio e lavoura de soja com a tecnologia INTACTA RR2 PRO™ deve ser de 800 metros;
• As áreas de refúgio devem ser conduzidas normalmente, com pulverizações de inseticidas ou adoção de outros métodos de controle. Não é recomendada a aplicação de inseticida à base de Bt nas áreas de refúgio;
• A área de refúgio deve estar localizada na mesma propriedade rural em que a tecnologia INTACTA RR2 PRO™ está sendo plantada;
• Manejo Integrado de Pragas: o produtor deve continuar a realizar o monitoramento constante das pragas e considerar o nível de dano econômico para a tomada de decisão para intervenção durante todo o ciclo da cultura. O controle químico ou biológico (desde que não à base de Bt) deve ser realizado respeitando doses e recomendações descritas na bula do produto;
• Implantação da cultura “no limpo”: a dessecação antecipada para o controle de plantas daninhas e o manejo de pragas residentes na palhada devem ser realizados antes da implantação da cultura;
• O tratamento de sementes com fungicida+inseticida é uma prática recomendada para a tecnologia Intacta RR2 PRO™ para evitar a incidência de pragas não-alvo da tecnologia e de patógenos oportunistas.
A tecnologia INTACTA RR2 PRO™ já está aprovada no Brasil (desde 2010), nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Colômbia, México, Filipinas, Tailândia, Argentina, Paraguai, Uruguai, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e União Europeia. A Monsanto e seus parceiros seguem trabalhando para oferecer a tecnologia aos agricultores brasileiros já nesta próxima safra.

03/06/2013