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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Aquecimento Global e a terraformação de Marte



Questões como o aquecimento global e as mudanças climáticas têm sido muito debatidas nos últimos anos, e dividido muitos cientistas. Mas as provas de que o aquecimento global é uma farsa difundida pela grande mídia têm aumentado cada vez mais.
Recentemente, tem se falado muito em levar missões tripuladas para o planeta Marte. Apesar de ser considerado inabitável, o planeta vermelho compartilha uma semelhança com o nosso: possui CO2 em excesso. Na verdade 95% da fina atmosfera de Marte é composta por CO2, enquanto aqui chega a 0,04%. Os marcianos devem ter uma atividade industrial muito intensa, e sérios problemas com aquecimento global. Só que não. A temperatura média do planeta vermelho é de -63° C, variando entre -140° C a 20° C. Cadê o efeito estufa?
Alterações antrópicas na atmosfera de Marte para aumentar a temperatura e a quantidade de oxigênio já estão sendo estudadas. Esse processo é conhecido como “terraformação”, e visa tornar as condições do planeta vermelho favoráveis para a colonização humana no futuro.
Dando uma “googlada” no assunto, encontrei um artigo da revista Superinteressante publicado em 2011, intitulado “Tornar Marte habitável”. O primeiro caminho apontado pela revista seria introduzir água e metano na atmosfera de Marte, que segundo o artigo, são potentes gases-estufa na forma de vapor. Mas o “vilão” CO2, que compõe 95% da atmosfera marciana não faria esse papel? Talvez ele não seja tão mau como é difundido pela mídia terrestre. E o vapor d’água, que compõe cerca de 1% da atmosfera terrestre, não seria um potente gás-estufa aqui também? Porque isso não é divulgado pela mídia?
Divergências entre informações como esta deixam claro que a teoria do aquecimento global é muito mais política do que científica, e que investimentos na redução da emissão de CO2 não trazem nenhum benefício para a sociedade nem para o planeta.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

IPCC muda seu alarmismo. Cientistas e imprensa tentam se adaptar

O jornal britânico “The Daily Mail” escreveu que nos anos 70 que cientistas e políticos estavam preocupados pela iminência de uma “idade de gelo”. 
Mas pouco depois mudaram, passando a achar o contrário. Isto porque segundo publicações do estilo da revista americana “Time”, ONGs, ONU, políticos e governos passaram a favorecer os cientistas que falavam de um iminente “aquecimento global” gerado pelo homem.


O que houve? 



De fato, desde o início dos anos 40, as temperaturas mostravam uma tendência para o arrefecimento – explicou o jornal britânico. Os professores então alertavam que se essa tendência continuasse, o mundo sofreria crises de alimentação pela redução das safras provocada pelo frio.

Para a revista “Newsweek” a evidência do arrefecimento era tão forte que os “meteorologistas estavam sendo muito pressionados para lidar com ela”. A revista deplorava que os políticos não acompanhassem essas predições enquanto o mundo entrava numa nova “era de gelo”.


Porém, eis que em 1990 o Intergovernmental Panel on Climate Change  IPCC divulgou um relatório surpreendente: o mundo estaria sofrendo um “aquecimento global” sem precedentes, de consequências apocalípticas. O relatório original foi objeto de mais três atualizações.



O homem estaria aquecendo o planeta e isso seria um crime de dimensões apocalipticas.



O IPCC foi convocado pela ONU, recebia o apoio de mais de uma centena de países, e dizia reunir o consenso de 2.500 dos supostamente maiores especialistas em climatologia e ciências conexas.



O indiano Rajenda K. Pachauri, presidente do IPCC desde 2002, e o então senador americano Al Gore – também apóstolo da mesma ideia –, ganharam em 2007 o Prêmio Nobel da Paz, por conscientizarem o mundo sobre os iminentes e terríveis perigos que esse aquecimento geraria. 



Seguiram-se décadas de polêmicas e denúncias de erros e fraudes nos relatórios do IPCC, nos escritos de Al Gore, bem como o envolvimento desses arautos alarmistas em negócios obscuros que exploravam os pânicos aquecimentistas.



O alarmismo ficou posto numa situação insustentável.



O mais recente esboço do futuro relatório do IPCC – o 5ª da série – muda profundamente a perspectiva e prevê que nos próximos anos a tendência será para o esfriamento global muito lento.



O fato espantoso é que, somando e subtraindo, nos últimos 50 anos a Terra só aqueceu 0,5 graus Celsius.



E segundo os registros do Met Office, o famoso serviço meteorológico inglês, nos últimos 16 anos as temperaturas ficaram estacionárias, com tendência para baixo.



Porém, nesses anos, o “aquecimento global de origem humana” virou uma espécie de dogma científico que não tolerava dissidência. E seus opositores foram estigmatizados como perigosos hereges.



A teoria aquecimentista nunca foi bem testada. Tampouco foi admitida uma verificação da afirmação gratuita segundo a qual o CO2 era o vilão que nos levaria ao fim do mundo.



Os geólogos apontavam que houve períodos nos quais a parte do CO2 na atmosfera foi até mais dez vezes maior que a atual e que é natural passar por oscilações. O mundo pode conviver perfeitamente com mudanças na proporção de CO2.



Na correlação temperatura-CO2, muitos cientistas “punham o carro na frente dos bois”, quando as provas mostram que os níveis de CO2 acompanham as oscilações da temperatura, e não o inverso. 



O cientista australiano David Archibald mostrou a notável correlação entre a atividade solar e o clima da Terra nos últimos 300 anos. Essa correlação que qualquer camponês conhece ficou desconhecida dos aquecimentistas, que insistiam no dogma diabolizador do CO2. 



Na realidade, por detrás dessas teorias científicas abstrusas havia interesses dissimulados. 



Foi uma manipulação para justificar novos impostos e controles – leia-se mais socialismo de Estado.



Foi também uma manipulação para enriquecimentos mal explicados.

Mas, sobretudo, interesses ideológicos: os antigos militantes da galáxia anti-ocidental cuja cabeça era o comunismo soviético, haviam perdido o comando, levando o comunismo a jazer no fundo do desprestígio.


Foi então que, numa arriscada jogada, tentaram implantar um comunismo global disfarçado de verde sob a bandeira do ambientalismo.



Hoje se impõe a evidência de que o “aquecimento global antropogênico” foi um mito: a temperatura global está oscilando bem nos limites normais, e em nossos dias está até um pouquinho mais fria do que a média na maior parte da historia da Terra – concluiu o “Daily Mail”.


Luis Dufaur
29/04/2013

O apocalipse terá de esperar

A verdade inconveniente: as mudanças climáticas estão ocorrendo em ritmo mais lento que o previsto pelos propagandistas dos desastres do aquecimento global



Sempre se brincou que a climatologia é a ciência do achismo, pois não consegue prever com segurança se vai ou não chover no fim de semana. Agora, ela corre o risco de perder o direito de ser chamada de ciência. Na última década, o rigor científico esperado nos estudos climáticos viu-se suplantado por um debate que beira a irracionalidade. Cientistas e ambientalistas se deixaram levar por um tipo de fervor dogmático sobre a necessidade de medidas drásticas para frear a emissão de dióxido de carbono (CO;) decorrente da atividade humana. Na opinião deles, ou se faz isso, ou o aquecimento global causará desastre ambiental de proporções apocalípticas. A complicação é que não se encontrou o meio que permita conter a emissão de gases do efeito estufa sem reduzir a produtividade da economia e o bem-estar das populações. Na semana passada, discutindo com base no prognóstico de um aumento de 2 graus na temperatura média global neste século, os 27 países da União Europeia (UE) confirmaram planos de gastar 20% de seu orçamento anual (hoje daria 24 bilhões de euros) em medidas contra a emissão de CO2. O dinheiro poderia ter melhor destino, pois a visão cataclísmica que a UE se dispõe a enfrentar é, em grande parte, o resultado de estudos manipulados para sustentar a tese de seus autores.
As falhas desses estudos foram claramente expostas por um extenso levantamento publicado pela Universidade de Reading, na Inglaterra. Depois de examinar prognósticos feitos desde 1960, o climatologista Ed Hawkins concluiu que a maioria deles eixou vergonhosamente. A principal falha foi a previsão de uma elevação crescente e rápida da temperatura média do planeta. Ocorreu o contrário. A temperatura aumentou abaixo do esperado pelos cenários elaborados pelos climatologistas para as dirimas décadas e se mantém estável desde 2008 (veja o gráfico na pág. 95). Como a quantidade de carbono jogada pelo homem na atmosfera duplicou em vinte anos, a verdade inconveniente é que é possível que o CO2 nem sequer seja o vilão. O aumento da descrença no alarmismo do aquecimento global, por sinal, já fez desabar o mercado de carbono, mecanismo que permite a compra e a venda do direito de emitir CO2. O valor negociado caiu de 126 bilhões de dólares, em 2011, para 81 bilhões, no ano passado.
A ala pessimista da climatologia estimou que a temperatura média do planeta subiria em torno de 1 grau nos últimos quarenta anos. Nada menos que 95% desses cientistas estavam errados. A elevação no período foi de apenas meio grau. À primeira vista pode não parecer um erro tão grande, mas, usado em modelos de previsão climáticos, o dado inexato se multiplica e pode assumir dimensões absurdas. Uma das conclusões baseadas em dados equivocados é que, se nada de drástico for feito nos próximos dez anos, a temperatura global 1 vai disparar 4,5 graus até o fim do século. Os prognósticos extremados serviram de base para um relatório preparado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (1PCC), órgão da ONU, divulgado com enorme repercussão em 2007. O IPCC deu seu aval à associação do aumento da temperatura às emissões de carbono e pintou um cenário de fim do mundo, do qual se destacam a elevação do nível dos oceanos causada pelo derretimento das geleiras e a inundação de cidades costeiras, como Nova York e Rio de Janeiro. “Não sei se foi incompetência ou loucura. Os cálculos são tão absurdos que mesmo considerando as variáveis que eles utilizam é impossível chegar a iguais resultados”, disse a VEJA o climatologista inglês Nicholas Lewis, crítico feroz dos prognósticos do IPCC.
Lewis refez os cálculos matemáticos com os mesmos números utilizados como base pelo IPCC. O resultado — como consta no estudo publicado no mês passado — foi a previsão de que o aumento da temperatura ultrapassará 1,6 grau até 2100. Isso é menos da metade do previsto no relatório do IPCC. As consequências de uma elevação dessa magnitude são de pequeno impacto: maior incidência de tempestades e a redução no tamanho das geleiras localizadas em pontos extremos do planeta. Não há risco de nenhuma cidade à beira-mar ser submersa. Secas severas são possíveis, mas só em regiões já atormentadas pela falta de água, como as limítrofes do Deserto do Saara. “Os erros nos cálculos que encontrei são para cientistas o equivalente a dizer que um mais um não são dois”, concluiu Lewis.
O IPCC existe desde 1988 e, no momento, prepara um novo relatório sobre o clima para ser divulgado em setembro. Seu conteúdo já vazou na internet, e o que vem aí é mais do mesmo. Os relatórios do IPCC são elaborados por 2000 cientistas de todo o mundo, o que lhes dá aparente credibilidade. Na realidade, predominam entre eles interesses políticos, ideológicos, pessoais e de instituições que nada têm a ver com ciência. O indiano Rajendra Pachauri, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz na condição de presidente do TPCC, insistiu em incluir no relatório de 2007 a duvidosa previsão do derretimento a curto prazo das geleiras do Himalaia. Três anos depois, uma investigação pedida pela própria ONU concluiu que se tratava de especulação. Entrou no relatório porque Pachauri dirige um instituto em Nova Délhi e precisava justificar o meio milhão de dólares recebido de uma fundação americana para estudar precisamente as geleiras do Himalaia. A investigação apontou o uso indiscriminado de estudos, estatísticas e modelos sem base científica na elaboração do relatório do clima do IPCC.
É fato que o comportamento do clima ainda está longe de ser inteiramente compreendido pelos estudiosos. Por que ocorreu uma elevação rápida na temperatura média do planeta no início dos anos 90 seguida por um período de estabilidade que se mantém até hoje? No mesmo ano em que a União Europeia se mobiliza para tentar impedir o previsto aumento de 2 graus na temperatura global, a Inglaterra enfrentou seu inverno mais gelado desde 1962, e ainda nevava em Londres um mês depois do início da primavera. Como o aquecimento global se encaixa nesse cenário gelado? Há suposições, mas não respostas decisivas. Apesar das incertezas, vozes influentes conseguiram inserir o aquecimento global no centro das preocupações mundiais. Não há mesmo como ignorar algo que é alardeado como o prenúncio do fim do mundo.
O mais famoso cruzado do carbono é Al Gore, que foi vice-presidente americano no governo de Bill Clinton. Ele ganhou um Oscar com um filme cuja mensagem era a seguinte: ou se interrompe já a emissão de carbono, ou o planeta vai fritar como ovo na frigideira. É interessante, do ponto de vista sociológico, como um movimento nascido praticamente dentro da Casa Branca foi se tomando mais e mais de repúdio ao capitalismo, à indústria e à civilização moderna. A mensagem de fundo parece ser que o homem violou leis sacrossantas da natureza e não lhe resta saída exceto voltar ao estilo de vida neolítico ou padecer num inferno de fogo. Não é sem razão que o cientista americano Robert Zubrin. em livro recente, põe Gore entre os “líderes de um culto contra a humanidade”. A associação entre clima e punição divina está entre nós desde que um Cro-Magnon espiou pela entrada da caverna e se perguntou quem mandava no raio e no trovão. O conceito do fim do mundo pelo pecado ecológico é mais recente. Quarenta anos atrás, havia a firme convicção de que estávamos às vésperas de uma nova era glacial. Em 14 de agosto de 1976, o The New York Times informou a seus leitores da existência de “muitos sinais de que a Terra pode estar a caminho de outra Idade do Gelo”. No ano seguinte, a revista Time publicou uma capa afirmativa: “Como sobreviver à Idade do Gelo que vem ai. O tema ambientalista é o mesmo, mas mudou a polaridade: em lugar de sucumbir ao frio, a humanidade morrerá de calor.
A atividade humana pode poluir o ar que respiramos e arruinar o ambiente em que vivemos. É bom lutar contra esses estragos ambientais. Mas mexer com o clima do planeta parece estar além da capacidade do homem. Os ciclos de variações climáticas são naturais. Mil anos atrás, a temperatura média da Terra era superior à atual. Há 300, passamos por uma miniera do gelo. Estudos geológicos indicam que faz 50 milhões de anos que o planeta passa por um resfriamento, com queda de 20 graus em sua temperatura média desde então. É bem possível que neste momento a Terra possa estar no finzinho de uma era glacial. A verdade inconveniente que muitos não querem aceitar é que o planeta esquenta e esfria por motivos próprios — e que pouco se pode fazer a respeito.

Felipe Vilicic e Victor Caputo
Revista VEJA
08/05/2013
http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Planeta terra cada vez mais sobre pressão!



O título dessa postagem é o mesmo que o Jornal O Dia utilizou para sua matéria absurda sobre aquecimento global. E o fragmento está aí acima. 
Segundo o periódico, que publicou a notícia no ultimo dia 19, a quantidade de dióxido de carbono nunca foi tão alta em 4 milhões de anos. Aproximadamente 400 ppm.
Claro, a não ser que os editores do jornal tenham esquecido que as medições pelo método de Petenkoffer marcaram mais de 400 ppm de dióxido de carbono duas vezes durante o século XIX. Bom, se ninguém avisou eles, sugiro que revisem suas fontes.
Veja a absurda notícia completa nesse link.
Confira logo a abaixo a análise crítica da notícia, feita por Igor Maquieira. Gestor Ambiental erradicado no Rio de Janeiro e que não deixou pedra sobre pedra.
“Começaram a divulgar as patifarias na mídia em geral. Maior concentração de CO2 da história 400 ppm??? Mas se esquecem que isso representa apenas 0,4% de todo o CO2 do planeta. Se esquecem de divulgar que esses dados são de Mauna Loa, que fica no topo de um vulcão no Hawaii e colado no Oceano Pacifico (grande emissor de CO2). Se esquecem de divulgar que no período Criogêniano as concentrações de CO2 chegaram aos incríveis 14,000 ppm devido aos vulcanismo - hoje temos cerca de 550 ativos (basta 1 desses entrar em erupção para ultrapassar toda a atividade industrial do mundo produzida em 1 ano). Se esquecem de divulgar que menor deposição de neve na Geleira Columbia, tem muito mais haver com resfriamento do que com aquecimento; pois quando está mais frio chega menos umidade no verão, causando uma diminuição na quantidade de neve. Ou seja, isso não quer dizer nada! Lembrem-se que as temperaturas dos interglaciais foram de 6º a 10ºC superiores às temperaturas atuais e a concentração de CO2 inferior a 300ppm. (Nature, nov, 2009). E como a mídia gosta de mentir, devia revelar que em 2007 o biólogo alemão Ernest Beck, realizou medições e comprovou que a concentração de CO2 ultrapassou e muito 380 ppm (partes por milhão) em 1820(420 ppm) e 1940(450 ppm), anos estes que a atividade industrial era baixíssima e fato que o IPCC gosta de ignorar em seus relatórios. Cadê a influência humana? Os fluxos naturais de carbono entre os oceanos, vegetação e solos (incluindo os vulcões) totalizam 200 bilhões de toneladas por ano, sendo o homem responsável pela liberação de 6 bilhões; ou seja, uma porcentagem insignificante para correlacionar mudanças no clima com emissões antrópicas.Nos últimos 200 anos a concentração de CO2 ultrapassou essa marca “histórica” de 400ppm. No final da Era Mesozoica  particularmente no Cretáceo (entre 145 e 65 milhões de anos atrás), os níveis de gás carbônico atingiram valores quatro vezes maiores que os níveis do final da Revolução Industrial, chegando a temperatura nos pólos há mais de 10ºC e a média em todo planeta passava dos 38ºC. Porém, não era o CO2 o principal fator e sim a atividade solar extrema que estava entre 3% e 6% superior a atual, produzindo o menor número de nuvens possíveis. A mídia realiza o culto da desinformação chegando até suas casas, com informações curtas e rápidas para não gerar questionamentos no público leigo, apresentando dados falaciosos.
E agora caro leitor, será que o Jornal “O dia” estava enganado? Sim ou claro?
Abraços tropicais.

Fakeclimate
20/05/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

James Hansen: carvão reduz aquecimento global



carvao2

O leitor deve estar se perguntando se não houve um equívoco, pois, geralmente, o argumento é o oposto: mais carbono na atmosfera implica em elevações da temperatura global. Mas o versátil Hansen tem uma explicação. Segundo ele, tal fenômeno se dá pelo fato de que a maior presença de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera está estimulando o crescimento da vegetação no planeta, o que, por sua vez, resulta num maior consumo de CO2 atmosférico e a consequente redução das concentrações do gás na atmosfera. Em um artigo recém publicado na revista Environmental Research Letters (Vol. 8, No. 1, “Climate forcing growth rates: doubling down on our Faustian bargain”), Hansen afirma:

«Sugerimos que o aumento do uso de combustíveis fósseis, principalmente o carvão, desde o ano 2000, é a causa básica do grande aumento da absorção de carbono pelos consumidores terrestres e aquáticos desse elemento. Um dos mecanismos pelos quais as emissões de combustíveis fósseis aumentam a absorção de carbono é a fertilização da biosfera… que desempenha um papel crítico no controle da produtividade primária líquida e é limitada em diversos ecossistemas.»

No estudo, ele também reconhece que, apesar do aumento das emissões nos últimos anos, a taxa de crescimento das concentrações de CO2 na atmosfera tem declinado nos últimos 50 anos, sendo que a queda tem se acentuado desde o ano 2000. Ou seja: os processos naturais estariam compensando os aumentos das emissões. Tais conclusões são ainda mais surpreendentes, por virem daquele que um dia já declarou que «os trens que levam carvão para as termelétricas são trens da morte. As termelétricas a carvão são fábricas da morte» (tucsoncitizen.com, 1/04/2013).

Além disso, Hansen também destacou que o efeito estufa resultante das emissões humanas de CO2 foi muito inferior ao projetados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a despeito de o aumento das emissões de carbono ter superado o previsto pela entidade. Todavia, ele ainda insiste em situar o CO2 como sendo o principal fator de influência na temperatura global, apesar de não haver qualquer evidência física neste sentido – mesmo porque um número crescente de evidências sugere que fenômenos cósmicos têm muito mais importância na definição da temperatura terrestre.

O mais irônico é que, diante da constrangedora constatação de que as temperaturas globais não aumentam desde o final do século passado, Hansen recorra a um argumento frequente dos críticos do “aquecimentismo”, o fato reconhecido de que o CO2 é o “gás da vida” e que a biosfera como um todo – homem inclusive – tende a reagir positivamente ao aumento das suas concentrações na atmosfera. Ademais, com argumentos do gênero, ele recorre ao conhecido truque de seus pares, de atribuir ao aquecimento global antropogênico uma pletora de fenômenos, inclusive, opostos – o que, segundo os consagrados critérios estabelecidos pelo filósofo da ciência Karl Popper, torna a hipótese “infalsificável”, ou seja, à prova de contestação, elevando-a à condição de artigo de fé, e não uma formulação científica. Mas, para Hansen e seus acólitos, a precisão científica em suas atividades importa bem menos do que os fluxos de financiamento para elas.

MSIa Informa _ Vol. IV, nº 38, 05/04/2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pesquisadores tentam salvar o café das mudanças climáticas



O Brasil é o maior produtor de café do mundo, responsável por 25% da produção global. Mas isso pode mudar com as alterações no clima previstas por pesquisadores.
O café é a bebida preferida do mundo e a commodity mais requisitada depois do petróleo. Mas ele pode estar ameaçado pelas mudanças climáticas. Com um quarto da produção mundial, o Brasil é o maior produtor e exportador de café do planeta, e o consumo da bebida aumenta cada vez mais. Segundo o IBGE, a estimativa para o ano de 2013 no Brasil é de colher 47,8 milhões de sacas de 60kg de café, mais de 2 milhões de toneladas.
No entanto, pesquisadores afirmam que as alterações no clima podem influenciar na produção do grão. Especialmente o café do tipo arábica, sensível a altas temperaturas, pode ter a produção seriamente prejudicada. Para evitar problemas no futuro, pesquisadores fazem simulações e tentam achar uma maneira de manter o cultivo, mesmo em situações adversas.
Previsões pessimistas
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) estima que as temperaturas ao redor do globo podem subir de 1,8ºC a 4ºC até o final do século 21. O que, segundo especialistas, apresenta sérios desafios para a indústria cafeeira nas próximas décadas.
No Brasil, o tipo café mais ameaçado é o arábica, que representa 73% do grão colhido no país. A temperatura ideal para este tipo de café é de 18ºC a 22ºC. De acordo com o professor Hilton Silveira Pinto, pesquisador e professor da Unicamp, o aumento de 1ºC na temperatura já implicaria na perda de cerca de 25% da produção.
Isso porque se durante o florescimento das árvores houver um único dia de temperatura acima de 23ºC, a perda de flores é significativa. O professor comenta ainda que, nos últimos anos, em algumas regiões como São Paulo, foram registrados até 10 dias com temperaturas acima de 23ºC no período de setembro a outubro.
Pinto explica que, numa previsão mais pessimista e extrema, em que o aumento da temperatura fosse de 3ºC – o que aconteceria entre 2030 e 2040 –, a queda na produção de café poderia chegar a 30 milhões de sacas. O que significaria uma quebra de safra de 90%, ou seja, 10,6 milhões de hectares de café a menos.
Atualmente são produzidos cerca de 2 milhões de toneladas de café por ano. Com o aumento de 1ºC, esse número cairia para 1,54 milhão. Com 3ºC a mais, a produção seria de apenas 840 mil toneladas por ano. E num caso crítico, com 5,8ºC de aumento na temperatura, a produção cairia para 160 mil toneladas.
A caminho da serra: plantar em lugares mais altos pode ser a solução para escapar do aumento da temperatura

Leia mais em http://dw.de/p/18EKf
  • Data 17.04.2013
  • Autoria Kamila Rutkosky
  • Edição Francis França

quarta-feira, 6 de março de 2013

Onde foi parar o aquecimento global?


A revista alemã Der Spiegel, o mais importante semanário do país, sempre foi uma das principais divulgadoras europeias dos cenários alarmistas sobre as mudanças climáticas. Por isso, quando o seu editor de Ciências escreve um artigo sobre a perplexidade de alguns cientistas diante da falta de correspondência entre os prognósticos dos modelos climáticos e os fatos observados no mundo real, convém prestar atenção.
frio
O artigo do jornalista Alex Bojanowski, publicado na edição online da revista, em 18 de janeiro tem o emblemático título «Pesquisadores Confusos Sobre Calmaria no Aquecimento Global». O autor é um dos ases do corpo editorial da revista, sendo detentor de um diploma de Geologia, tendo trabalhado na Áustria, Suíça e Reino Unido, além de ser também colunista da revista científica Nature Geoscience, que publica regularmente artigos sobre temas climáticos.
O texto de Bojanowski trata das repercussões do fato amplamente reconhecido de queas temperaturas globais deixaram de subir desde 1998, a despeito de as emissões de carbono provenientes dos combustíveis fósseis continuarem a subir e as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera continuarem aumentando. No trabalho ele sintetiza as questões fundamentais:
«Quão dramático é, de fato, o aquecimento global? Pesquisadores da NASA têm demonstrado que o aumento das temperaturas fez uma pausa de 15 anos. Existem várias explicações plausíveis de por que o aquecimento global se interrompeu. Entrentanto, o número de palpites também mostra quão pouco se entende o clima.»
Em seguida, vai ao cerne do problema:
(…) «Há algum tempo, é de conhecimento público que o clima tem se comportado de forma diferente do previsto [pelos modelos climáticos - N. dos E.]. O aquecimento está estagnado há 15 anos; a tendência de alta nas temperaturas médias globais não tem prosseguido desde 1998.»
«A parada tem gerado a sugestão de que o aquecimento global se interrompeu» — admite a NASA.
Recentemente, o Serviço de Meteorologia britânico [Met Office] prognosticou que a interrupção no aquecimento poderá continuar até o final de 2017 – a despeito do rápido aumento nas emissões de gases de efeito estufa. Então, o aquecimento global terá se interrompido por 20 anos. Quantos anos – é uma pergunta agora comum – a calmaria de temperaturas terá que durar para que os cientistas climáticos comecem a reconsiderar os seus prognósticos de aquecimento futuro? (…)
Ele mesmo chega à conclusão óbvia:
«Agora, temos 15 anos sem aquecimento. A estagnação das temperaturas superficiais médias globais demonstra que as incertezas nos prognósticos climáticos são surpreendentemente grandes. Agora, o público aguarda em suspense para ver se o próximo relatório do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas], que deverá sair em setembro, irá discutir a pausa no aquecimento.» (…)
Bojanowski passa, então, a discutir algumas das explicações apresentadas para o aparente “sumiço” do aquecimento global: absorção de calor pelos oceanos; redução da umidade da estratosfera; efeito das emissões de gases na Ásia; e resfriamento do Oceano Pacífico.
Para seu crédito, ele destaca que até mesmo o IPCC admite um conhecimento limitado sobre certos fatores intervenientes na dinâmica climática:
♦ «a influência da radiação solar na formação de nuvens; o ciclo da água: em particular, a influência do vapor d’água, um gás de efeito estufa [na verdade, o principal], nas temperaturas; o efeito das partículas emitidas pela indústria, aquecimento e veículos, oceanos, vulcões e solos: as partículas servem como núcleos de formação de nuvens.» (…)
Em contraste com as evidências físicas reais, Bojanowski apresenta o único argumento que resta aos “aquecimentistas”:
«Os pesquisadores têm mais confiança nos prognósticos de longo prazo. Estes prognósticos se baseiam, essencialmente, no efeito estufa do CO2, a assim chamada sensibilidade climática. Numerosos estudos mostram que uma duplicação da quantidade de CO2 na atmosfera, devido ao aumento da formação de vapor d’água [sic], provavelmente, levará a um aquecimento entre 2 e 4,5 graus centígrados.»
O artigo de Bojanowski (que parece ter esquecido o que aprendeu no curso de Geologia sobre as mudanças climáticas do passado geológico) reflete a perplexidade que se espalha entre os meios científicos, empresariais, ativistas ambientais, governos e mídia europeus, diante do cada vez mais evidente descompasso entre os cenários “aquecimentistas” e a dinâmica climática. Ironicamente, enquanto o aquecimento global tira férias, aumenta a preocupação dos círculos de interesses que gravitam ao redor desse cenário anti-científico, com a preservação dos múltiplos benefícios que têm extraído dele, na casa das centenas de bilhões de dólares, distribuídos entre o mercado de créditos de carbono, equipamentos e serviços de seqüestro e captura de carbono, mecanismos de “desenvolvimento limpo”, verbas de pesquisa, conclaves internacionais e uma vasta coleção de et cetera.
Quiçá, se as temperaturas continuarem se recusando a subir, nos próximos anos, grande parte desses círculos terá que procurar atividades mais sintonizadas com o mundo real, tanto em termos científicos como econômicos.

Movimento de Solidariedade Íbero-americana
24/01/2012
Adaptado por HUSC

sábado, 8 de dezembro de 2012

Clima e Aquecimento


Foto: João palmeiro

Quando se fala em aquecimento global, a principal questão de desacordo entre os especialistas é com que profundidade a interação humana afeta a biodiversidade, e os reais efeitos que pode causar no clima do planeta.

As opiniões se dividem entre os que defendem que nossa ação influi direta e drasticamente no meio ambiente e os que chegam a afirmar que tudo não passa de um ciclo natural do planeta.

Entre os que alertam para o aquecimento global e a necessidade extrema de contribuirmos para o resfriamento do planeta está James Hensen, cientista climático da NASA. Em entrevista concedida ao jornal “De Spiegel”, afirma que “se não tomarmos uma atitude os níveis do mar podem subir até 2,74 metros até o fim do século” e isso afetaria pelo menos 40 milhões de pessoas.Segundo Hensen, aproximadamente 102% do aquecimento é motivado pela atividade humana, “o clima estaria esfriando se não fosse pelas emissões provocadas pela humanidade”.

O extermínio da fauna e flora do planeta também é uma preocupação do pesquisador: além do deslocamento para os polos ter se acelerado “o fato de várias espécies estarem confinadas a certas áreas porque os humanos ocuparam grande parte do planeta, fica evidente que para elas será muito difícil migrar. Portanto, é provável que uma grande parcela das espécies da Terra seja extinta.”

Anthony Watts, meteorologista norte-americano, denunciou incorreções nos cálculos do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) da ONU. Do ponto de vista de Watts, as estações de medição que ficam em grandes cidades e locais mais afetados pelo calor têm substituído dados das medições em altitudes mais elevadas. Ele acredita que o monitoramento via satélite é o mais adequado, sendo apoiado por outros pesquisadores como o professor de ciências atmosféricas John Christy, da Universidade do Alabama, que já esteve entre os principais autores do IPCC.

Na contra-mão dessas opiniões, Luiz Carlos Molion, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que o fenômeno do aquecimento global não é relevante, e que a Terra vai esfriar nos próximos 20 anos e que as emissões na atmosfera provocadas pelo homem são incapazes de causá-lo. “A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta”, afirma.

Com base em dados de acompanhamento da temperatura dos oceanos, Molion assegura que estes estão perdendo calor. Para o pesquisador, o derretimento das geleiras não afeta o nível do mar, uma vez que o gelo derretido é apenas superficial. Afirma ainda, que o nível do mar não vem aumentando. “Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global”, defende.

Acreditando ou não na interferência decisiva do homem no fenômeno das mudanças climáticas, o ideal é utilizar com sabedoria os recursos naturais: buscar a adoção de energia limpa e renovável, além do convívio sustentável com a biodiversidade do planeta.

Publicado originalmente no blog Esquecimento Global
03/05/2010

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dá pra confiar nos cientistas?


Por enquanto só há uma certeza sobre o aquecimento global: duvidar das previsões catastrofistas pode ser mais arriscado que se preparar para o pior.

A mobilização internacional em torno do aquecimento global tem sido tamanha que é cada vez mais comum ouvir uma reação cética. "Para que tanto alarme?", perguntam. "Por que devemos acreditar no que dizem os cientistas se eles mal conseguem prever se vai chover amanhã?"
Um grupo de cientistas, políticos e economistas tem questionado as previsões alarmistas de modo bastante persuasivo. O maior expoente desse grupo de céticos é o estatístico dinamarquês Bjorn Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético, publicado em 2001. No livro, Lomborg pinta um quadro otimista do futuro do planeta. De acordo com ele, as previsões dos especialistas em clima são exageradas. Outro representante célebre da comunidade cética é o escritor de ficção científica americano Michael Crichton. Em seu romance Estado de Medo, de 2004, Crichton cria uma trama em que ecoterroristas usam pseudociência para ameaçar reféns. "A sociedade ocidental está assombrada por medos exagerados ou inadequados", diz Crichton. Ele foi recebido recentemente pelo presidente americano George W. Bush - outro cético famoso em relação ao clima - em jantar na Casa Branca saudado por um resenhista da revista americana New Yorker como um encontro entre dois dos maiores autores de ficção sobre terrorismo do planeta.
Ironias à parte, os céticos levantam uma questão essencial: até que ponto podemos confiar nas previsões dos cientistas sobre o clima? "Há mais dúvidas que certezas", afirma o administrador de empresas João Luiz Mauad, um estudioso que acompanha de perto o debate em torno do aquecimento global. "Os céticos me parecem muito mais bem fundamentados que os outros. O aquecimento global virou um negócio, há muito dinheiro envolvido em pesquisa e, por isso, os cientistas estão forçando a barra. Apelar para um suposto consenso é uma velha estratégia para evitar o debate."
O tal consenso vigente entre os pesquisadores - formado pela elite científica que integra o maior painel sobre clima do mundo, o IPCC - afirma que nosso planeta está ameaçado por causa da ação humana. E bastariam 3 graus Celsius de aumento na temperatura do planeta para a Terra ficar irreconhecível. Tais previsões são baseadas em estudos de probabilidades, alimentados pelo conhecimento científico mais avançado até agora. De concreto, pode-se dizer que, provavelmente, assim como houve diversas outras eras em que o planeta esquentou e esfriou, estaríamos entrando numa fase de aquecimento global mesmo sem a interferência humana. Mas também é possível afirmar que, com certeza, a ação humana, por meio da emissão de gases, é uma grande contribuição para o aquecimento da atmosfera. Nossas certezas acabam aí. É bom que o debate em torno do aquecimento global seja movido pela incerteza. O ceticismo sempre fez a ciência evoluir. A seguir, tentamos apresentar o que se sabe sobre as principais dúvidas que cercam o aquecimento global.


Como é possível prever o clima do futuro se os pesquisadores erram até a previsão do tempo? 
A meteorologia pertence a um grupo de disciplinas conhecidas como ciências da complexidade. Como o próprio nome diz, são ciências complexas. O maior exemplo disso é o clima da Terra, um fenômeno que envolve um sem-número de variáveis. Vários fatores se comportam praticamente ao acaso, como a pressão do ar e o comportamento dos ventos. Por isso, toda previsão está sujeita a fatores imponderáveis, que impedem previsões precisas. É virtualmente impossível, por exemplo, saber se vai chover ou fazer sol no dia 25 de dezembro deste ano em São Paulo. Mas as ciências da complexidade têm uma característica peculiar: embora não permitam previsões com alto grau de precisão, permitem detectar tendências nos fenômenos. Embora não dê para dizer se vai chover no Natal, é corriqueiro prever com grande precisão quanta chuva vai cair em dezembro. "O clima dos últimos três verões foi bastante parecido em São Paulo", diz Carlos Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Isso significa que a média de temperatura variou pouco e a quantidade de chuva que caiu na região foi equivalente à de outros anos. É por isso que errar na previsão do tempo não significa errar na previsão do clima.

Como os cientistas sabem como estará o clima da Terra em 2100? 
As grandes equações que tentam prever o clima futuro são aceitas como seguras porque foram testadas, antes, para prever o passado. Com base no comportamento de variáveis climáticas como correntes marinhas, ventos e incidência dos raios solares, os cientistas constroem, em computadores, modelos capazes de simular o clima. A primeira coisa que eles fazem é testar esses modelos com variáveis do passado. Os computadores tentam calcular como teria sido o clima em 1950 ou 1901. Em seguida, os pesquisadores levantam os registros históricos de observações meteorológicas para conferir se os modelos acertaram ou erraram. E tentam adaptá-los e corrigi-los, progressivamente. Os modelos estão cada vez mais sofisticados. Nos anos 90, as simulações passaram a ser feitas em supercomputadores, com novas variáveis atmosféricas e um volume maior de informações.


Os últimos relatórios de mudanças climáticas erraram. Para menos
Por que só agora os cientistas dizem que há consenso sobre o aquecimento global?
Num dos primeiros encontros mundiais sobre mudança climática, em 1975, em Toronto, metade dos cientistas imaginava que a Terra esquentaria, a outra metade estava certa de que o planeta esfriaria. De lá para cá, o conhecimento evoluiu. Os últimos cinco anos foram decisivos. Havia poucos modelos climáticos e eles eram deficientes. Os modelos de clima não consideravam a influência de alguns ciclos naturais, como a circulação do gás carbônico na Floresta Amazônica. Entre 1990 e 2001, os pesquisadores consideravam apenas 12 modelos em suas previsões. O relatório divulgado em fevereiro deste ano considerou os 20 modelos climáticos mais confiáveis. Cada um foi desenvolvido por um centro de pesquisas independente. "Ter mais modelos significa mais embasamento teórico para um consenso", diz o climatologista holandês Paul Crutzen, prêmio Nobel de Química em 1995. "Os modelos de computador s não chegam exatamente ao mesmo resultado. Mas todos apontam a mesma tendência: o planeta vai continuar esquentando pelos próximos 2 mil anos", diz o geógrafo Jack Williams, da Universidade de Wisconsin-Madison, dos Estados Unidos.

A Terra já enfrentou períodos quentes e frios. Por que acreditar que nós, seres humanos, somos responsáveis pela mudança climática atual?
É fato que o planeta passou por períodos de frio e calor antes de os humanos o ocuparem. "A diferença é que esses períodos de aquecimento e resfriamento da Terra duraram milhares de anos", diz Peter Cox, professor de Dinâmicas de Mudanças Climáticas da Universidade de Essex, no Reino Unido. "O planeta nunca se aqueceu tão rapidamente." Há outra razão científica para acreditar que o homem vem sendo responsável por este aquecimento. Os modelos climáticos só conseguem explicar o aquecimento global dos últimos séculos quando consideram os gases despejados pelo homem. Não há processos naturais conhecidos que expliquem o fenômeno. "É por essas duas razões principais que, pela primeira vez na História, os pesquisadores chegaram a um consenso: o homem é o principal agente da mudança climática", afirma Cox.




Como os cientistas podem dizer que um aumento de apenas 3 graus na temperatura fará tanta diferença?
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores comparam as condições climáticas de hoje com as do passado. Estudos do clima na Pré-História mostram como era a atmosfera terrestre até milhões de anos atrás. Isso é possível pela análise de bolhas de ar que ficaram presas em blocos de gelo do Ártico e da Antártida. Eles sabem a idade das bolhas pela profundidade em que foram encontradas (o gelo se acumula em camadas ao longo dos milênios). Para prever como seria a Terra 3 graus mais quente, os cientistas estudam o último período em que o planeta alcançou tal temperatura, entre 120 mil e 100 mil anos atrás. "A temperatura estava exatamente na faixa esperada para o fim deste século", diz o climatologista americano Kerry Emanuel, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Na época, o aumento na temperatura foi provocado por alterações na órbita da Terra em relação ao Sol. Geólogos que estudam erosão, sedimentação e as mudanças do litoral do planeta ao longo dos milhões de anos sugerem que metade da Groenlândia e parte da Antártida derreteram há 120 mil anos. O mar estava até 6 metros mais elevado que hoje. Esse retrato da Terra daquela época ajuda a ilustrar o que poderá acontecer neste século.

Qual o grau de acerto dos cientistas em suas previsões? 
Um estudo publicado em fevereiro na revista científica Science analisou as previsões dos três relatórios do painel climático da ONU, o IPCC, nos últimos 15 anos. A conclusão foi surpreendente. De acordo com a análise, os últimos relatórios erraram. O painel não acertou os índices de emissão de gás carbônico, nem o aumento do nível do mar, nem o aumento da temperatura global. Mas os erros ocorreram dentro da margem prevista e, o mais importante, de modo conservador. A temperatura, o nível do mar e a emissão de poluentes subiram mais que o previsto. "É por isso que, até agora, o IPCC só pode ser acusado de excesso de cautela", diz Paulo Artaxo, pesquisador da Universidade de São Paulo. A valer a conclusão dessa análise, preparar-se para o pior pode ser mais sábio que duvidar das previsões catastrofistas.


Luciana Vicária
10/09/2008

domingo, 3 de junho de 2012

Aquecimento Global: crise energética aos países emergentes



Países desenvolvidos, como os EUA, conhecidos também como "potências mundiais" (?), vêm  perdendo sua posição no ranking mundial para países emergentes, como a China e o Brasil, tendo em vista que estes países ainda possuem grande parte de sua matéria-prima original a ser explorada, que consiste num grande potencial de desenvolvimento. Essas "potências mundiais", não se conformando em ter que perder sua  dominância econômica mundial, sendo que possuem seus recursos esgotados para competirem com esses países emergentes, vêm tentando impor políticas que diminuem o crescimento destes.

Uma dessas políticas que se criou, e houve uma grande difusão entre a população mundial, foi a teoria do "aquecimento global", da qual eu tenho grandes dúvidas quanto à sua existência, na intenção de que se diminuísse a emissão de CO2 na atmosfera, o que resultaria na diminuição de energia produzida, necessária para que se haja desenvolvimento. Segundo Al Gore, que difundiu essa teoria através de seu documentário "Uma verdade inconveniente"(An Inconvenient Truth), atividades antrópicas que emitem CO2 na atmosfera, como a queima de combustíveis fósseis, essencial para produção de energia, estariam aumentando a concentração desse gás na atmosfera. Esse gás, tendo grande influência no chamado "efeito estufa", estaria gerando um aumento na temperatura global. Não existem estudos científicos que possam comprovar isso. O que pôde ser descoberto foi que os outros períodos de aquecimento do planeta, estiveram sempre associados a um aumento na concentração de CO2. Mas quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Esse é um ditado popular que pode ser aplicado aqui também, que gera sérias dúvidas aos cientistas que estudam o caso. Teria o CO2 provocado esse aumento da temperatura, ou o aumento da temperatura que elevou as concentrações de CO2?

As atividades antrópicas que liberam CO2 têm pouca influência sobre sua concentração, pois os maiores emissores de CO2 na atmosfera são os oceanos, que contêm cerca de 98% de todo carbono do planeta, sendo responsável também por absorver grande parte das emissões das emissões de CO2 da atmosfera, o que gera uma acidificação dos oceanos, podendo alterar as formas de vida que nele se encontram, sendo que isso é pouco difundido na mídia.

O CO2 é essencial para manutenção da vida no planeta, sendo a fonte de carbono a partir da qual as plantas e outros organismos fotossintetizantes produzem matéria orgânica, da qual nós, seres heterótrofos, dependemos para obtenção de energia. Luiz Carlos Molion, doutor em Meteorologia e atualmente professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT), satiriza essa diminuição das emissões de CO2, dizendo que se enterrarmos todo o carbono presente na atmosfera, o oceano irá emiti-lo novamente, não alterando sua concentração, sendo que essas políticas nada mais são do que um desperdício de dinheiro. Estudos ainda mostram que se conseguirmos aumentar a concentração de CO2, a produção de biomassa pelas plantas C3 principalmente aumenta, o que seria bastante favorável tendo em vista a questão da fome no mundo que vêm se agravando. "O CO2 é o gás da vida, pensem na hipótese ridícula de a gente acabar com o CO2, nós também acabaríamos [...] Nós comemos o que as plantas produzem, ao retirarem esse 'vilão' da atmosfera", diz Molion. 

Outra hipótese levantada pelos defensores do "aquecimento global" é que o nível dos oceanos está aumentando devido ao derretimento das geleiras no ártico, gerado pelo aumento da temperatura do ar. Essa é uma legítima hipótese sem nenhuma base científica, pois a água ao passar de seu estado sólido para o líquido não aumenta seu volume, não havendo portanto como haver um aumento no nível dos oceanos. Isso pode ser comprovado com um simples experimento. Pegue um copo e encha-o com água até a borda. Em seguida, coloque um cubo de gelo dentro do copo. Ao colocar o gelo, um pouco de água irá transbordar, mas após isso o nível de água se manterá constante durante o derretimento do gelo.

Outro fato que comprova a falsidade dessa teoria do derretimento das geleiras é que o ar tem pouca influência no derretimento do gelo, devido à sua baixa capacidade de condução de calor. A radiação também tem pouca influência sobre esse derretimento, pois o gelo possui alta refletividade, refletindo grande parte da radiação que incide sobre ele. O que de fato pode causar o derretimento das geleiras são as correntes marítimas quentes vindas do equador, que ao se chocarem com a parte submersa das geleiras, que representam cerca de 90% das mesmas, vão causar um derretimento, lembrando que esse derretimento não provoca um aumento no nível dos oceanos.

Mas esse aumento do nível dos oceanos realmente existe, porém não é consequência do "aquecimento global". Existe um ciclo lunar, que faz com que em períodos em que a Lua está mais próxima a Terra, a força gravitacional lunar, a mesma que provoca as marés, gera um aumento no nível dos oceanos. Quando esse aumento se dá próximo à linha do Equador, há uma diminuição do nível nos pólos, o que acelera as correntes marítimas equatoriais em direção aos pólos, gerando o derretimento das geleiras. Então, o derretimento das geleiras é uma consequência do aumento do nível dos oceanos, e não a sua causa.

O próprio Al Gore, que difundiu a teoria do "aquecimento global", atestando que haverá um aumento do nível dos oceanos nas próximas décadas, vindo a inundar áreas próximas ao oceano, construiu uma mansão na costa da Caparica. Essa mansão além de se situar as margens do oceano, ainda bate recordes de consumo de energia elétrica, que chega a gastar mensalmente a média de consumo anual de um americano.

O "aquecimento global" muitas vezes é confundido com o termo mudança climática, sendo muitas vezes tratados como sinônimos. O "aquecimento global" pode ser um causador de mudanças climáticas, se o mesmo for comprovado. Mudanças climáticas são geralmente decorrentes de ciclos naturais. O que se vêm estudando é se esses ciclos podem ser agravados a partir de atividades antrópicas, mas ainda é cedo para conseguirmos tirar conclusões concretas sobre as mudanças climáticas que vêm ocorrendo, e fazer projeções para o futuro, tendo em vista que não possuímos dados longínquos confiáveis, sendo várias as versões que nos são apresentadas sobre o futuro do clima global.

Cabe ainda ressaltar que aqui contesto a teoria do "aquecimento global", não menosprezando a preservação do nosso ambiente, que é necessária para que possamos ter um futuro promissor no planeta, tendo em vista o grande crescimento populacional que se é esperado.