segunda-feira, 16 de setembro de 2013

“Água em pó” – Solução para a seca nas plantações?



“Água em pó” – Solução para a seca nas plantações?


Um produto desenvolvido pelo engenheiro químico Sergio Jésus Rico Velasco está provocando as mais diversas reações em função do potencial que a descoberta pode trazer à agricultura mundial. A chamada “Solid Rain” (Chuva Sólida, em tradução livre) seria uma espécie de “água em pó” capaz de absorver enorme quantidade de líquido, sendo liberada aos poucos para garantir a sobrevivência das plantas em meio a uma seca.

De acordo com os criadores, “Solid Rain” seria capaz de absorver até 500 vezes o seu tamanho, ou seja: apenas 10 gramas do produto absorveriam um litro de água. Trata-se de um tipo de polímero à base de potássio em pó que, distribuído pelo solo, manteria o terreno úmido por anos, aumentando a disponibilidade de água e nutrientes para as plantas. 

O produto atua como um “reservatório subterrâneo pessoal que retém água nas raízes de qualquer planta [...] dispersando lentamente no solo, mantendo-o constantemente hidratado [...] e fazendo com que a água fique disponível para qualquer planta, mesmo em tempos de seca. Solid Rain encapsula e dispersa água por até 8 anos”, afirma o site da empresa que o comercializa.

Segundo a empresa, o produto tem sido utilizado em mais de 10 países diferentes, “todos com diferentes histórias de sucesso”. O governo mexicano testou o produto por uma temporada inteira e os resultados impressionam. A produção de aveia em safras plantadas com Solid Rain duplicou em comparação com a safra sem o produto; as de girassóis triplicaram e as colheitas de feijão subiram de 450kg por hectare para 3.000kg.

O site afirma ainda que o produto “aprimora a estrutura e a capacidade de armazenamento de umidade [do solo], reduzindo a lixiviação”. Teria recebido também o reconhecimento do Instituto Internacional de Água de Estocolmo, bem como da Fundação Miguel Aleman, que lhe concedeu o prêmio de Ecologia e Meio-Ambiente.

Nem todos, porém, estão convencidos da efetividade da Solid Rain. Linda Chalker-Scott, professora da Universidade do Estado de Washington, diz que esses produtos não são novidade. “Não há evidência científica que sugira que eles armazem água por um ano”, disse ela à BBC. “Pode também causar problemas. Isso porque à medida que eles secam, vão sugando a água ao redor mais vigorosamente, e assim desviam a água que iria para a raiz das plantas”, adverte. De acordo com a professora, usar adubo de lascas de madeira produziria o mesmo efeito, sendo significantemente mais barato.

Edwin González, vice-presidente da empresa que comercializa a Solid Rain, defende-se: “Os outros concorrentes não duram três ou quatro anos. Os únicos que duram tanto são os que usam sódio em suas formulas, mas eles não absorvem tanto”. González conta que sua empresa já recebeu milhares de pedidos da Índia, Austrália e até da Grã-Bretanha.




























 

11/09/2013
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Brasileiros desenvolvem cerveja com formigas



Brasileiros desenvolvem cerveja com formigas

A Lamas Bier apresentou, durante o encontro gastronômico “O Mercado” (São Paulo/SP), a sua “Saison Saúva” – uma receita inusitada de cerveja feita com figos, tucupí negro e formigas saúvas. A ideia de colocar insetos na composição veio de Paulo Leite, proprietário do Empório Sagarana, que ao provar as formigas notou características cítricas no sabor, parecido com o capim cidreira.
 
O próximo passo foi combinar com figos e com o tucupi, criando uma original “saison belga”. Esse estilo de cerveja é picante, cítrica e frutada. Participou dessa idealização também o jornalista Marcelo Cury.
 
A Saison Saúva doi desgustada há três semanas no evento de aniversário do Empório Sagarana com ótima aprovação entre seus idealizadores. Eles já pensam, inclusive, numa nova cerveja igualmente inusitada a ser produzida na próxima edição de “O Mercado”, que deve acontecer ainda em setembro deste ano.
 
A Lamas Bier nasceu da ideia de seis estudantes de física da Unicamp, obviamente apaixonados por cerveja, que decidiram produzir sua própria bebida. Depois de algumas viagens ao exterior vendo como as Brew Shops funcionavam, decidiram começar a sua própria loja no Brasil. Além da comercialização de todos os equipamentos, insumos e acessórios necessários para a fabricação de cerveja em casa, o Lamas Bier ainda divide várias receitas, dicas e métodos de produção.
 
No vídeo é possível ver todos os passos de produção da Saison Saúva: youtube.com/watch?v=erxFGXMsBXA.
 
 
10/09/2013
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

domingo, 7 de julho de 2013

Revista "Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável" ed. 03/2012

Encontra-se disponível mais uma edição digital da revista "Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável", publicada pela Emater/RS. A publicação 03/2012, referente ao período set/dez 2012, apresenta diversos artigos, entrevistas, novas tecnologias, e vários outros assuntos de interesse variado, distribuídos em suas 76 páginas de conteúdo.




quarta-feira, 26 de junho de 2013

Transgênicos podem evitar desmatamento na Amazônia, diz cientista



Transgênicos podem evitar desmatamento na Amazônia, diz cientista


De acordo com o biólogo Marcos Buckeridge, os organismos geneticamente modificados podem ser a solução para aumentar a produtividade agrícola – e assim diminuir o desmatamento na Amazônia. "Transgênicos podem ser a chave para uma ação rápida. As tecnologias vão ter que ser usadas para suprir alimentos. E vão ter que ser usadas no Brasil", defende o professor livre-docente da USP e um dos autores do próximo relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas).
Já é fato comprovado que as terras amazônicas têm sido utilizadas para o cultivo da cana de açúcar e soja. “Esse é um ponto polêmico, mas o uso de geneticamente modificados na região agrícola do Brasil beneficia a Amazônia, por não exercer tanto impacto”, explica Buckeridge.


Segundo pesquisador da USP, os trangênicos podem controlar pragas de insetos e melhorar o desempenho em épocas de seca. O resultado disso é uma produtividade ampliada em um espaço menor – o que reduz sensivelmente a necessidade de abrir novas áreas para plantações.



O biólogo admite, porém, que há “problemas políticos” na enorme burocracia para aprovação de transgênicos. “Aí só nos sobrará substituir variedades (o que é mais lento ainda), ou então importar alimentos. Mas de onde? A que preço?”, questiona.

24/06/2013
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

terça-feira, 25 de junho de 2013

“O campo está exposto” - Ignorância e negligência de alto risco


“O campo está exposto” - Ignorância e negligência de alto risco





A ignorância e a negligência são os principais fatores causadores de acidentes e doenças ocupacionais no campo. A afirmação é do engenheiro agrônomo e de segurança do trabalho Lino Hamann, diretor da Elo Engenharia. O Portal Agrolink iniciou na terça (18) uma série especial sobre o tema. Nessa edição, o especialista aponta causas e origens do problema, bem como o que deveria ser feito.

“É muito baixo o nível cultural e profissional do trabalhador rural brasileiro, de forma geral. Em recentes cursos que fiz no interior do Rio Grande do Sul, havia um quesito sobre a escolaridade nas fichas de inscrições dos participantes. A grande maioria tinha o curso fundamental incompleto, e raros com segundo grau, seja completo ou incompleto. Isto em uma região com alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)”, exemplifica Hamann.

“Essa mão de obra lida diariamente em atividades de alto risco, sujeitos a acidentes e doenças ocupacionais que poderão ser fatais, ou ter reflexos por toda a vida. Estão expostos ao perigo e riscos, na grande maioria dos casos, sob o manto da ignorância e ou da negligência”, aponta o engenheiro.

Segundo ele, as situações de alto risco não envolvem apenas quem lida com agroquímicos: “O manuseio diário com máquinas e equipamentos agrícolas; a exposição diária aos efeitos das intempéries; o levantamento de peso em excesso (e de forma continuada); e a exposição ao ataque de animais peçonhentos, são situações que expõem o trabalhador. Acidentes em silos e armazéns graneleiros são frequentes – e normalmente fatais”.

O CAMINHO

Lino Hamann aponta o que deveria ser feito. “Para todos os casos há a necessidade de capacitação dos trabalhadores, através de cursos específicos, como ditam as Normas Regulamentadoras (NRs), além de palestras motivacionais – inclusive para empregadores, dirigentes e lideranças do setor.  

Questionado sobre a quais leis o agricultor deveria estar atento, o especialista enfatiza a “NR 31 – Se as lideranças, empregadores, empregados e profissionais da área rural observassem essa norma, os acidentes e doenças ocupacionais no campo reduziriam drasticamente. Ela abarca praticamente todas as atividades rurais e suas respectivas seguranças no trabalho”. 

Ele cita ainda outras normas para “casos mais específicos e pontuais, como Equipamentos de  Proteção (NR 6), Prevenção de Riscos ambienteais (NR 9), Máquinas e Equipamentos (NR 12), Ergonomia (NR 17), Trabalho a Céu Aberto (NR 21) e Espaço Confinado (NR 33), entre outras”.

19/06/2013
Leonardo Gottems

Horticultura e fruticultura são contempladas com mais financiamento





O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta semana, uma série de medidas do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/2014. O deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) que é vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa de Hortifrutiflorigranjeiros (Pró-Horti) e da Frente Parlamentar da Fruticultura Brasileira, comenta que uma das medidas foi o aumento do limite de financiamentos de custeio para horticultura e fruticultura e a instituição do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica da Produção Agropecuária (Inovagro).


Os valores passaram de R$ 800 mil para R$ 1 milhão por beneficiário. Também foi autorizado o limite adicional de 15% para incluir os produtores rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e mais R$ 1 milhão para culturas de batata inglesa, cebola, feijão, mandioca, tomate, demais verduras (folhagens) e legumes. “Trata-se de importante decisão para o setor que estimula o aumento da produção dessas culturas essenciais para população”, sintetiza.


Ainda foram aprovadas as medidas para empréstimos nas modalidades de investimento do crédito rural. Entre elas, a instituição do Inovagro, que visa fomentar o financiamento à incorporação tecnológica nas propriedades rurais. Os juros serão de 3,5% ao ano e o prazo de pagamento de até 10 anos, com carência de até três anos. No Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), a taxa de juros caiu de 5,5% para 4,5% ao ano.


20/06/2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Alga: o novo ingrediente mundial para alimentação animal?



O interesse sobre a utilização de algas em alimentação animal não é novo. Porém, recentemente, este interesse explodiu em forma de diversos estudos e projetos pelo mundo em busca do valor da alga como um possível ingrediente para rações.

De acordo com o artigo “Algae - the new universal feed ingredient?”, do especialista americano Ioannis Mavromichalis, PhD em Nutrição Animal, a alga é um ingrediente relativamente barato, abundante e fácil de se cultivar. “No entanto, a alga ainda não é reconhecida e é muito pouco explorada”, destaca. “Dessa forma, o foco em seu interesse como componente alternativo para a nutrição animal vem aumentando significativamente, já que os preços exorbitantes de cereais comuns às rações de aves, como o milho e a soja, não param de subir”.

Do ponto de vista nuticional, Mavromichalis diz que a alga contém acima de 40% de proteína (dependendo de sua espécie), e quantidades significativas de minerais e vitaminas. “O seu particular interesse está sobre o seu conteúdo de minerais, que pode ser superior a 30% e isto pode ser usado de forma vantajosa na formulação de rações, substituindo ingredientes de custo mais altos como premixes minerais e fosfato de sal”.

No entanto, como qualquer outro ingrediente, as algas não vêm sem os seus próprios problemas. Neste caso, o principal problema é a quantidade de fibras em su composição, que pode ser bastante elevada (mais uma vez, dependendo da espécie). “Todavia, aqui encontra-se a oportunidade para os fabricantes de enzimas em prever o futuro e preparar produtos adequados para quebrar as novas fibras encontradas em algas”, indica o especialista. “Acredito que as algas, em breve, farão parte da maioria das dietas de animais em todo o mundo. Mas isso ainda é um ponto a ser bastante discutido”.

O artigo em inglês pode ser acessado neste link.

11/06/2013