domingo, 3 de junho de 2012

GREVE ESTUDANTIL: UFSM NA LUTA POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE

Nos últimos anos, houve um aumento de vagas nas universidades públicas que não foi acompanhado pelo aumento equivalente de investimento em contratação de professores, servidores, em estrutura nem em assistência estudantil. A partir deste quadro, surge a necessidade urgente de mobilização por melhorias na universidade pública. Portanto, os estudantes da UFSM – em Assembleia Geral – optaram por somar-se à luta nacional pelas demandas estudantis, além de apoiar a luta dos professores e servidores, tendo em vista que a mobilização das três categorias é por maior qualidade para educação pública brasileira e uma crítica à atual situação da educação no país.

Esta situação reflete aqui na UFSM. É por isso que os estudantes reivindicam a melhoria das condições de assistência estudantil, visando garantir a permanência dos estudantes na universidade; reivindicam uma expansão com qualidade, e não só com quantidade; reivindicam maior democracia nas instâncias de decisão da universidade; reivindicam uma formação transformadora, voltada não só ao mercado de trabalho, mas também às demandas da maioria da população; reivindicam um investimento de 10% do PIB para a educação pública.
Por que utilizar o mecanismo de GREVE estudantil na UFSM?

Greve é a interrupção temporária e coletiva de qualquer atividade, remunerada ou não, em protesto contra determinado ato ou situação. A greve estudantil tem como intuito resgatar reivindicações do movimento estudantil que foram protocoladas pela reitoria na ocupação do semestre passado e ainda não foram cumpridas; dar visibilidade a novas problemáticas da universidade que têm se intensificado com a política de expansão precarizada do ensino superior e garantir amparo jurídico aos estudantes que por ventura venham a sofrer qualquer tipo de assédio moral por participarem da mobilização da categoria.

Em âmbito nacional, já são 48 Universidades Federais em greve docente e mais de 20 em greve estudantil (além do indicativo de greve nacional dos servidores a partir do dia 11 de junho). Em todo o país, os estudantes estão em vias de unificar o movimento de greve discente, ampliando a possibilidade de conquistas, tanto gerais quanto específicas.

Faz-se necessária a coesão entre as categorias da universidade para conquistarmos uma formação adequada. Por isso, não é possível pensar em boas condições de ensino sem boas condições de trabalho: ao lutar por melhores condições de trabalho, os professores contribuem na melhoria de nossas condições de ensino.

Diante dessa situação, cabe aos estudantes refletirem a necessidade de aderir ou não à greve. Independente de sua posição, nenhum estudante pode sofrer qualquer forma de pressão, coerção ou ameaça, como prejuízo na avaliação ou reprovação por freqüência.

Pelo que lutamos?

Pautas nacionais:

- 10 % do PIB para a educação pública;
- Contra a Medida Provisória 568, que mutila Plano de Carreira dos servidores, reduz a insalubridade dos trabalhadores das Universidades e ainda corta ao meio o salário dos médicos;
- Ampliação dos recursos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) e democracia na gestão da Assistência Estudantil;
- Contra atual projeto de Plano Nacional de Educação, porque ele tem como meta somente 7% do PIB até 2020 e deve ter mais investimentos em educação pública;
- Pela mudança do Artigo 56 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação; por paridade nos espaços de decisão das Universidades;
- Contratação de técnicos administrativos por Regime Jurídico Único; Pelo fim das terceirizações;

Pautas locais:

Assistência estudantil:

- Teto para acesso ao benefício socioeconômico de um salário mínimo e meio, como determinação do Programa Nacional de Assistência Estudantil;
- Internet de qualidade na Casa do Estudante Universitário II e internet e todas as outras CEUs;
- Direito a recurso na solicitação de Benefício Sócio Econômico;
- Ampliação do quadro de servidores do Núcleo de Apoio Pedagógico no CESNORS; criação de uma secretaria da PRAE em todos os campi;
- Ampliação das CEUs no CESNORS;
- Mesmos critérios para acesso à assistência estudantil em todos os campi;
- Maior tempo para a utilização pública e gratuita da estrutura do Centro de Educação Física e Desportos;

Democracia na universidade:

- Paridade entre estudantes, professores e técnicos administrativos em todos os Conselhos e Colegiados nas universidades;
- Definição de data para a realização de um Congresso Estatuinte paritário na UFSM;

Expansão com qualidade:

- Sala de estudos 24h com laboratório na Biblioteca Central;
- Garantia de acessibilidade em todos os espaços da universidade
- Agilidade nas obras da universidade;
- Mais laboratórios e melhoria dos laboratórios atuais;
- Prédios que abriguem toda a estrutura da Arquitetura, Comunicação Social e outros cursos em situação semelhante;
- Prestação de contas da implantação do REUNI na UFSM até o fim da greve;
- Contratação de mais professores efetivos, em especial para os cursos do REUNI, do CESNORS e da UDESSM;
- Transporte inter-campi gratuito;

Formação humana e profissional:

- Avaliação dos professores pelos estudantes; criação de um programa de formação didática para os professores da universidade;
- Discussão dos critérios de avaliação da produção científica; crítica à meritocracia baseada no produtivismo acadêmico;
- Curricularização da Extensão, com 25% da carga horária da graduação contemple a extensão;
- Contratação de professores de Libras e criação de DCGs de Libras para todas as áreas de conhecimento;
- Criação de DCG's interdisciplinares;
- Criação de uma DCG interdisciplinar de Trabalho em Saúde;
- Construção de novas bibliotecas e ampliação dos acervos já existentes

Comando de Greve Estudantil UFSM

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